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quinta-feira, 5 de março de 2015

POR: JOÃO EDUARDO CORTEZ - A FLAUTA DO PASTOR


Dr. João Eduardo Cortez

                               A FLAUTA DO PASTOR
                                               
O som mavioso da flauta do pastor foi concebido, para aplacar o medo das ovelhas que ao ouví-lo sentiam-se seguras e podiam dormir, ante os uivos noturnos e ameaçadores dos lobos.
Essa imagem é perfeitamente aplicável à vida pública, quando a normalidade democrática encontra-se ameçada pela "alcateia" reacionária, motivada em seu projeto de lesa-Pátria por abjetos interesses, incompatíveis com o progresso social emancipatório.
A atual fase do capitalismo brasileiro, tem negado algumas categorias da própria ordem política que lhe confere sustentação, a Democracia Liberal Burguesa e assim, vilipendia até processos eleitorais legítimos. Nessa seara anti-democrática, os seus"sacerdotes" encrustados artificialmente na cena política, desprovidos que são de votos e apoio popular, articulam a ruptura da normalidade democrática, antes pelos quartéis e hoje através de alguns próceres das Instituições Jurídicas e grande mídia notadamente a Rede Globo.
Há persistentes indicativos, de que essa elite anti-nacional e cuja aliança é com o capital financeiro internacional, conta com a proteção da "cintilante seda" de algumas "togas supremas", sempre diligentes para criminalizar lideranças populares. Já banqueiros e políticos do campo reacionário tidos como "corruptos", nunca compareceram sequer, perante um Inspetor de Quarteirão e de forma emblemática citamos Daniel Dantas e Eduardo Azeredo (PSDB).
O trabalho sujo de liquidar nossa democracia, continua com a grande imprensa, que impõe um pensamente único calcado na mentira, na calúnia e no alarmismo, para criar instabilidade social, com reflexos políticos capazes de colapsar a governança do Brasil.
O teórico italiano Antonio Gramsci (1891-1937), não obstante ter uma práxis política e ideológica progressista, elaborou alguma crítica à ortodoxia marxista e defendeu ser possível transformações estruturais mesmo sob a égide do capitalismo. Ressaltou contudo, que para efetivação desses objetivos transformadores era indispensável, formar-se uma hegemonia social,cultural e política dos valores democráticos e dotar os movimentos sociais da necessária organicidade.
Não cuidou-se no Brasil da atualidade dessas tarefas, talvez por incapacidade teórica e ausência de empenho para elevação da consciência política e crítica do povo. E agora estamos sob grande risco de aniquilamento de nossa democracia, conquistada com tantas e heroicas lutas, onde tombaram executados ou sob tortura centenas de autênticos patriotas. O som da flauta de nosso pastor, não tem sido capaz de afugentar o nosso medo, ante o uivo dos lobos reacionários e dos coveiros da democracia. "Que os céus nos protejam". Paz e luz.
 

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