Google+ Followers

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

OS MENSALÕES, DREYFUS E A JUSTIÇA

                        



Com quase 20 anos de atraso está emergindo o resultado do julgamento de Eduardo Azeredo do mensalão tucano. O ex-presidente do PSDB e ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, foi condenado a 20 anos e dez meses de prisão pelo esquema de desvio de recursos de estatais mineiras que abasteceram a campanha dele ao governo de Minas Gerais, em 1998. 
O publicitário Marcos Valério foi o operador do referido mensalão e, depois, introdutor deste mesmo esquema de corrupção no governo petista. Marcos Valério, o chocador do “ovo da serpente” deste Modus operandi de corrupção na política brasileira, surgiu, portanto, na presidência do tucanato. 
O mensalão petista é cria do mensalão tucano, ficou evidente. Se o mensalão tucano tivesse sido investigado, julgado e os tucanos condenados, certamente, hoje, esse ódio que existe no Brasil contra o PT seria dirigido ao PSDB. Claro que todos os corruptos, independente da sigla partidária, devem ser julgados e condenados. O injusto é jogarem pedras somente nos corruptos do PT enquanto outros corruptos de outras siglas ficam protegidos pela grande mídia manipuladora, partidária e golpista. 
Ricardo Lewandowski, um dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e revisor da Ação Penal 470, que julgou 38 réus do escândalo do mensalão, em 2012, com ousada coragem bradou: 
José Genoino é inocente! 
Ele afirmou durante o julgamento que as acusações do Ministério Público contra Genoino, que na época era o presidente do PT, eram abstratas e impessoais. Além disso, segundo Lewandowski, foi atribuído ao Genoino, de modo forçado e artificial, a condição de membro de uma quadrilha. Genoino foi condenado a seis anos e 11 meses de prisão. Em março de 2015, após cumprir um quarto da pena, Genoino teve sua pena perdoada, por unanimidade, pelos membros do STF.
A justiça, por ser feita por homens, muitas vezes comete erros gritantes e irreparáveis. A história já registrou inúmeros julgamentos falhos que quando são esclarecidos o réu já foi condenado e já cumpriu pena. Um dos casos mais emblemáticos da História foi o “Caso Dreyfus”, um escândalo político que dividiu a França no final do século XIX, durante anos. 
Em 1894, Alfred Dreyfus, um oficial do exército francês, por ser de origem judaica, foi julgado e condenado por alta traição. Inocente, ele sofreu um processo fraudulento baseado em documentos falsos. O erro judicial foi acobertado por uma onda de nacionalismo e xenofobia que invadiu a Europa no final do século XIX. Dreyfus foi condenado à prisão perpétua na Ilha do diabo, na Guiana Francesa, onde penou durante cinco anos, até o caso ser revisto. 
Émile Zola, no artigo J’accuse, publicado no jornal L’ Aurore, em 13 de janeiro de 1898, em forma de carta aberta ao presidente da França Félix Faure, saiu em defesa de Dreyfus. « Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. Mes nuits seraient hantées par le spectre de l'innocent qui expie là-bas, dans la plus affreuse des tortures, un crime qu'il n'a pas commis. »
"Meu dever é de falar, não quero ser cúmplice. Minhas noites seriam atormentadas pelo espectro do inocente que paga, na mais horrível das torturas, por um crime que ele não cometeu."
Uma revisão do processo de Dreyfus mostrou que outro major do exército francês Charles-Ferdinand Walsin fora o culpado. Dreyfus foi restabelecido parcialmente, mas o trauma sofrido e os danos financeiros foram irreparáveis.
Somente a História resgata os injustiçados, porque o julgamento da História está acima das falhas humanas.

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

Fortaleza, 21 de dezembro de 2015
https://www.youtube.com/watch?v=CBff1I_ESSA#t=39

domingo, 6 de dezembro de 2015

GOLPE EM CURSO!


Postado em 05 dez 2015 por Paulo Nogueira no Diário do Centro do Mundo.



DILMA ESTÁ SENDO POMBARDEADA MUITO ALÉM DA CONTA.
Me chamou a atenção o número de artigos em que pessoas que condenam o impeachment fazem questão de dizer que Dilma vem fazendo um governo péssimo e é irremediavelmente incompetente.

Um momento.

Gostaria de saber quais as razões concretas por trás dessa avaliação.
Dilma, a rigor, fez um mandato. Se os brasileiros não aprovassem seu desempenho ela não teria sido eleita. Isto é fato.
Para colocar em contexto, ela venceu em circunstâncias extraordinariamente adversas, o que dá ainda maior legitimidade à vitória.
A imprensa fez tudo o que podia para sabotar sua candidatura. Aécio foi escandalosamente favorecido. A imprensa tratou-o como seu candidato.
Dilma foi, em todos os momentos da campanha, massacrada por jornais, revistas, telejornais. O caso da Petrobras veio para liquidá-la.
Aécio não foi associado sequer ao helicóptero cheio de cocaína de seu amigo do peito (e de clube) Perrela.
O favorecimento criminoso da mídia a Aécio, neste episódio, pode ser avaliado diante das obsessivas menções, agora, a um “amigo de Lula”.
Perrela, para a imprensa e só para ela, não era amigo de Aécio.
Sequer o aeroporto privado que Aécio construiu com dinheiro público numa cidade mineira foi objeto de questionamento da imprensa.
A Folha tocou no assunto, e logo caiu fora. Aparentemente, estava mais preocupada em fazer marketing – o do rabo que não está preso – do que jornalismo efetivamente.
E a Globo fez uma palhaçada. Depois de ignorar o assunto, Bonner, em sua entrevista com Aécio, interpelou-o duramente sobre o aeroporto. De novo: depois de esconder o aeroporto.
Aécio, se fosse mais esperto, poderia responder: “Ora, Bonner, se o assunto fosse importante, vocês teriam dado bem no Jornal Nacional.”
Seria um ippon.
Dilma viveu uma situação oposta. A obra magna da imprensa foi a capa da Veja na véspera da eleição.
Baseada numa mentira acintosa, a de que um delator teria dito que Dilma e Lula sabiam de tudo no Petrolão, a capa foi maciçamente usada como propaganda política antipetista no maior colégio eleitoral do país, São Paulo.
O gangsterismo da Veja se comprovaria, algum tempo depois, quando foi publicado o real conteúdo da delação. Em nenhum instante o delator disse o que a Veja disse que ele disse.
Pois bem.
Com tudo isso, e sem ser uma debatedora com os dotes de Lula, Dilma venceu.
O povo, portanto, a aprovou. Deu-lhe mais um mandato.
E o que veio depois?
Dilma nem assumira e se iniciou um descarado movimento para derrubá-la. A direita, sem pudor, repetiu o que fizera em 1954 e 1964: tentar tirar na marra um governante de caráter popular.
Governar um país é difícil. Quando este país tem uma estrutura secularmente voltada para preservar privilégios e mamatas de uma pequena elite predadora, é ainda mais complicado.
Agora: quando você é sabotado a cada minuto, é simplesmente impossível. E Dilma vem sendo sabotada em regime de 24 horas por 7 dias. Não há feriado, não há dia santo, não há sábado e não há domingo.
Se você olhar para trás, vai ver que até os números de votos foram postos em dúvida. Nem a direita venezuelana chegou a tal grau de abjeção.
Como, diante disso, avaliar Dilma? Quem faria melhor? Quem teria chance de fazer melhor?
Ninguém.
A “incompetência” é, ao lado da corrupção, uma antiga arma usada pelo plutocracia brasileira contra presidentes que ela não controla. Jango foi o tempo inteiro acusado de incompetente quando criavam contra ele dificuldades simplesmente intransponíveis.
É a mesma história com Dilma.
A direita inviabiliza qualquer chance de você governar e depois acusa você de inepto.
Não há limites para o descaramento. Aécio, para defender o impeachment, disse nestes dias que a instabilidade é enorme no Brasil.
Ora, a instabilidade tem um nome: Aécio. Desde o primeiro dia ele se dedica a conspirar contra 54 milhões de votos.
O mandato de Dilma é de quatro anos. E no entanto desde a primeira semana cobravam dela como se fosse a última.
É golpe, é uma tentativa intolerável de destruir a democracia, falar em qualquer coisa que desconsidere que Dilma foi eleita para governar até 2018.
O momento de julgá-la – nas urnas – foi no final de 2014.
Querer tirá-la no poder agora, e com os argumentos desumanamente falaciosos que estão sendo utilizados, é um crime de lesa pátria e lesa democracia.


O CUNHA VAI PARA O LIXO DA HISTÓRIA


RECADO DA DILMA PARA O CUNHA


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

UMA TARDE NO CINEMA

Chico Buarque de Holanda

UMA TARDE NO CINEMA



Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
  Fortaleza, 30 de novembro de 2015

Hoje fui ao cinema e, finalmente, consegui ver o meu eterno ídolo, Chico Buarque de Holanda. O documentário de Miguel Faria Junior “Chico Buarque-Artista Brasileiro”, estreou em todo o Brasil, dia 26/11/2015. Eu, como uma fã incontestável e ardorosa, estava na primeira sessão, no dia da estreia, na cadeira 8 da fila D, do Cine Iguatemi. Por um capricho do acaso, o projetor pifou exatamente na hora de começar o filme. Mais alguns minutos de espera e surgiu uma senhora pedindo mil desculpas. Essas coisas acontecem, disse ela. Comigo nunca aconteceu, pensei. Aliás, minto, aconteceu nos idos da década de 1950, na cidade de Baturité, quando eu era criança e a única diversão da cidade era o cinema. Não existia televisão. As fitas de guerras de índios americanos quebravam a todo instante no precário projetor. A dona do cinema remendava e, para alegria de todos, voltava a projeção. Lembro-me de um filme que parou e não teve mais conserto. Para frustração nossa, a dona foi até à frente e falou: “O filme terminou podem ir embora”. Ao ouvir nossos protestos ela disse: “Este filme não tem escrito FIM”. Hoje, a minha apreensão só acabou quando a fita explodiu na telona e vislumbrei a imagem do Chico, lindo, de cabelos grisalhos, olhos cor de ardósia, como dizia Marieta, contrastando com um blazer vermelho, minha cor favorita. De repente, a voz do Chico quebrou o silêncio da sala 7, com a magistral “Sinhá” (dele, a letra, e de João Bosco, a música.). Canção histórica, pois denuncia a barbárie que foi a escravidão no Brasil. Impossível alguém como eu, que teve a vida embalada pelas músicas do Chico, segurar a emoção. O filme viaja pelo tempo de Chico poeta, músico, dramaturgo e escritor. Através de depoimentos, cenas históricas e canções, Chico revisita sua própria história desnudando sua alma sensível e sempre preocupada com as desigualdades sociais. Mostra detalhes de sua trajetória coerente com sua maneira corajosa de denunciar as injustiças sociais. O filme mostra, também, a vida familiar de Chico, a ligação com o pai, o historiador Sergio Buarque de Holanda, com a mãe, Maria Amélia, com Marieta Severo, filhas e netos. Foi impossível segurar as lágrimas ao ouvir a Betânia cantando “Olhos nos olhos”. O dueto entre Mart’nália e Adriana Calcanhoto interpretando “Biscate” foi divino. “Uma Canção desnaturada” e “Mar e Lua” interpretadas por Laila Garin e Mônica Salmaso e tantas outras músicas e tantos outros intérpretes me fizeram viajar no meu tempo. Para completar, o filme desvenda a história do irmão alemão de Chico que foi plasmada no livro de sua autoria, “O irmão Alemão”. Finalmente, o filme revela um Chico no auge da maturidade a nos transmitir valores filosóficos da vida. No final de um ano de tantas agruras e tantos percalços o filme do Chico Buarque foi o bálsamo que me fez levitar de emoção.



sábado, 28 de novembro de 2015

FESTA DE ANIVERSÁRIO DE MARIA LUIZA FONTENELE

Aconteceu ontem, dia 27/11/2015,  no Estoril, em Fortaleza-CE, com a presença de familiares, amigos, políticos e militantes do Crítica Radical, a festa comemorativa de 73 anos de Maria Luiza Fontenele. 
Parabéns, Maria, pela bela trajetória de vida!

























sexta-feira, 27 de novembro de 2015

PARABÉNS, MARIA!

Hoje, Fortaleza acordou em festa. Maria Luiza Fontenele aniversaria. Parabéns, guerreira! A cidade de Fortaleza se orgulha de sua primeira prefeita mulher. Que Você possa ainda comemorar essa data por muitos e muitos anos, para alegria de todos nós, seus amigos e admiradores.





MARIA LUIZA FONTENELE - DADOS BIOGRÁFICOS

Por: Ana Margarida Arruda Rosemberg


Maria Luíza Menezes Fontenele, filha de Diva Menezes Fontenele e Antônio Fontenele, nasceu no dia 27 de novembro de 1942, em Quixadá-CE. 
Iniciou sua militância política no movimento estudantil secundarista integrada à Juventude Estudantil Católica. 
Em 1965, colou grau em Ciências Sociais pela UFC. 
Em 1973, concluiu o curso de mestrado em sociologia na Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos. 
Atuou, quando era aluna do Curso de Serviço Social, nas comunidades carentes do Pirambu e ingressou como professora da UFC, em 1967.  
Foi eleita deputada estadual pelo extinto MDB (1979-1982) e reeleita pelo PMDB (1983-1986). 
Participou intensamente pelo fim da ditadura participando do Movimento Feminino pela Anistia. 
Em 1986, foi eleita prefeita de Fortaleza-CE, pelo PT. Foi, assim, a primeira mulher prefeita de uma capital brasileira. 
Assumiu uma prefeitura endividada cuja a folha de pagamento era do tamanho da receita e uma política fiscal que concentrava os recursos nas mãos da União e do Estado. 
Sem dinheiro e sem o apoio do então governador Tasso Jereissati, Maria Luiza enfrentou uma greve dos servidores municipais e a insatisfação da população. 
Sem contar com ajuda dos vereadores, ela terminou a administração com baixa popularidade. 
Foi expulsa do PT, em 1987, e filiou-se ao PSB. 
Em 1990, foi eleita deputada federal, pelo PSB. 
Como deputada federal, participou da elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, integrou a comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a prostituição infantil no Brasil. 
Defendeu a educação pública de qualidade, a reforma agrária e a reforma urbana. 
Em 1993, deixou o PSB e filiou-se ao PSTU. Maria Luiza é professora aposentada da UFC e participa dos movimentos sociais. 
É uma das fundadoras da União das Mulheres Cearenses (UMC) e do grupo Crítica Radical.  
O referido grupo foi criado com: Rosa da Fonseca, Jorge Paiva, Célia Zanetti e outros. 
Este grupo luta por uma transformação radical da sociedade no sentido de reverter o genocídio que se abate na humanidade e o ecocídio do planeta. 
Este grupo luta por um novo tipo de organização social para superar esse sistema patriarcal produtor de mercadorias. 
Maria Luiza tem uma filha, Andrea, fruto de seu casamento com Agamenon Tavares de Almeida.


terça-feira, 24 de novembro de 2015

POESIA AO ROSE NO DÉCIMO ANO DE SUA PARTIDA 24/11/2015

                                         
                     10 ANOS SEM VOCÊ


Rose, na pedra vou gravar nosso epitáfio

A fim dos futuros amantes conhecerem

Que o mais importante dos legados

É o verdadeiro amor entre dois seres



Estando acima de todos os prazeres

Somente o amor serve de bálsamo

Alivia as agruras da vida de deveres

Dizemos a todos deste nosso tálamo



Desta campa eternamente juntos

Bradaremos aos que por aqui passarem

Que cultivem o amor como o fizemos

Para este eterno legado alcançarem


Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Fortaleza, 24 de novembro de 2015


domingo, 1 de novembro de 2015

POR: JANDIRA FEGHALI - CAMINHO SEM VOLTA

Jandira Feghali

Caminho sem volta

Jandira Feghali*
Publicado no Jornal do Brasil - domingo, 01 de novembro de 2015 
O tema de Redação do Enem como "A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira" causou furor em nossa sociedade. Uma minoria, abraçada a suas visões limitadas de mundo, acusou a prova de "petista" e "comunista", de "doutrinária", reduzindo o debate sobre a violência contra mulher e desconsiderando totalmente a realidade das mulheres. Como se vê, não há limite para a ignorância.
Para a biofarmacêutica Maria da Penha, maior símbolo da luta contra a violência doméstica no país e inspiradora da Lei 11.340/2006, o ENEM plantou uma semente: o intenso debate. Num país em que 15 feminicídios ocorrem por dia e onde em cada 5 mulheres, 3 já foram agredidas num relacionamento, é mais do que oportuno colocar os 8 milhões de estudantes para refletir os motivos da prevalência desta violência. A reflexão pode fazê-los repensar comportamentos e mudar a mentalidade que exclui, maltrata e mata.
Há 10 anos esta discussão era ainda muito limitada aos movimentos feministas, sem que sua reflexão fosse realizada por milhares de futuros profissionais. Uma geração inteira debatendo uma realidade de nosso país, que ainda registra inúmeros casos de agressão doméstica. O Disque 180 da Secretaria da mulher, igualdade racial direitos humanos, voltado a receber denúncias deste tipo de violência, contabiliza mais de 237 relatos.
Em 2006 percorri o Brasil com a missão de avançar a legislação com a Lei Maria da Penha, então relatora do projeto na Câmara dos Deputados. Vi de perto, em diversas cidades, principalmente no Norte e Nordeste, o sofrimento que a cultura machista e patriarcal ainda provoca em inúmeras mulheres. A morte provocada pela opressão de gênero, que acaba por si só dilacerando famílias inteiras. Quando aprovamos a legislação, mães, filhas, netas, tias e avós vieram, desde então, rompendo o silêncio e denunciando seus agressores.
Essa emancipação feminina ocorre gradualmente, ao compasso do Estado, que vem se estruturando em estados e municípios para atender as vítimas de forma especializada, investigar os casos com eficiência e punir os criminosos. Podemos comemorar hoje as mais de 300 mil vidas salvas pela Lei Maria da Penha e os mais de 100 mil agressores punidos.
Quando essa vítima compreende a gravidade e denuncia a agressão no relacionamento, torna-se dona de seu próprio destino. É o que a escritora francesa Simone de Beauvoir pregava em sua luta por igualdade de gênero na década de 40. O ENEM também fez menção a esta feminista ao interrogar numa das perguntas o início de sua movimentação libertária na Europa, mostrando aos jovens que é preciso, sim, entender o papel das lutas sociais.
É esta a chave para a evolução de nossa sociedade. Refletir sobre a História e compreender suas influências em nosso presente. Universidades devem formar profissionais mais humanos e capacitados para entender as diferentes visões de mundo. Somos complexos, diversos e misturados. Negar isto é negar a nossa própria existência.
Espero que a partir da polêmica possamos avançar cada vez mais nas pautas de gênero, onde as gerações mais novas terão consciência de que as mulheres devem ser respeitadas, assim como os homens, e que o papel social oferecido a ela de subserviência e posse nunca lhe couberam. É uma "roupa justa" que exige que a liberdade e a igualdade a rompa. É, certamente, um caminho sem volta.
¹Médica, deputada federal (RJ) e líder do PCdoB

sábado, 31 de outubro de 2015

POR: ANA MARGARIDA ROSEMBERG - A FORTALEZA DE FILIPE AUGUSTO (FILIPE II)

Foto da base da Fortaleza de Filipe Augusto

Foto da base da Fortaleza de Filipe Augusto

Maquete da Fortaleza do Louvre
Publicado no Jornal do Médico. Ano XI, edição 65 (setembro-outubro), pág. 16
www.jornaldomedico.com.br



A Fortaleza de Filipe Augusto (Filipe II)

Situado no centro de Paris, na margem direita do rio Sena, entre o Jardim das Tulherias e a Igreja Saint-Germain-l’Auxerrois, o Louvre é um dos maiores e mais importantes museus do Mundo. Seu acervo possui mais de 380 mil itens com 35 mil obras de arte em exibição permanente, abrangendo oito mil anos da cultura e da civilização tanto do Oriente quanto do Ocidente.
A Pirâmide de Vidro, erigida em 1989, fica ao lado da estátua equestre de Louis XIV, e marca o ponto de partida para quem se aventura a mergulhar no museu. Os aproximados dez milhões de visitantes por ano, fazem do Louvre o museu mais visitado do Mundo. O que a maioria deles não sabe é que o museu se situa no antigo palácio dos reis da França, ou seja, Palais du Louvre, cuja origem remonta há um milênio.
A palavra “Louvre”, que significa lugar fortificado, tem origem anglo-saxônica, segundo uma hipótese. Outra hipótese é que deriva do francês arcaico lauer ou lower cujo significado é "torre de guarda".
A primeira fortaleza do Louvre foi construída por Filipe II (1165–1223). Segundo a historiadora Ina Caro, Filipe II foi o primeiro rei a amar Paris, seguido, quatrocentos anos depois, por Henrique IV (1553-1610). Logo que foi coroado, Filipe II começou a embelezar a cidade e o fez durante os 43 anos de seu reinado.  
Descendo pela escada rolante sob a pirâmide de vidro do arquiteto chinês I. M. Pei, nos deparamos com um imenso vão que dá acesso às três alas do Louvre: Denon, Richelieu e Sully. Aconselho ao turista a começar sua visita pela Ala Sully para apreciar o Louvre Medieval, no subsolo.  Lá encontra-se a base da Fortaleza de Filipe II.  A mesma foi descoberta quando a pirâmide estava sendo construída.
Ao adentrar o imenso salão, a primeira coisa que o visitante se depara é com um modelo, tipo uma maquete, de um castelo medieval.  O modelo tem uma muralha ameada consistindo de seleiras (brechas que permitiam que os arqueiros disparassem as suas armas) e merlões (locais mais elevados para a proteção dos arqueiros). Tem, também, dez torres. Quando o visitante se vira, fica perplexo ao ver a verdadeira base da fortaleza, com proporções gigantes.
A fortaleza era ligada a cerca de cinco quilômetros de muro que, após 21 anos de construção, circundaram a cidade de Paris. O muro, com três metros de largura e nove de altura, servia para reforçar a defesa da cidade. Com esta fortaleza, Felipe II fez de Paris o centro político e religiosos do reino.
Com Filipe III (1245-1285), o Louvre foi ampliado. Somente durante o reinado de Carlos V (1338-1380) o palácio tornou-se residência real. Com o tempo, a antiga fortaleza militar medieval tornou-se um complexo de prédios devotados à cultura.
Somente depois de ver aquela estrutura medieval e emergir do subsolo para ver o museu, temos a ideia do passado e do presente do esplendoroso Louvre
Ana Margarida Arruda Rosemberg
Fortaleza, 20/09/2015


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

RODA VIVA - HENRIQUE PRATA - 12/10/2015

Henrique Prata, Diretor Geral do Hospital de Câncer de Barretos-SP, entrevistado no programa "Roda Viva" , recentemente, fez elogios ao ex-presidente Lula pelo seu lado humanitário e sensível em ajudar o hospital do câncer. Falou o seguinte: "EU TENHO UM RESPEITO MUITO GRANDE PELO PRESIDENTE LULA, NO QUE ELE FEZ COM O HOSPITAL DE CÂNCER DE BARRETOS, PORQUE TODOS OS SEUS MINISTROS ERAM CONTRA EM EU TER ALTA TECNOLOGIA PARA O SUS E ELE, POR FORA, ME DAVA CORDA, ME DAVA DINHEIRO, POR FORA. LÓGICO, PARA NÃO SE INCOMPATIBILIZAR COM O PRÓPRIO MINISTRO DELE. LULA ERA UM HOMEM QUE TINHA NA PELE O SENTIMENTO DA DOR QUE EU PASSAVA PRA ELE. EU TIVE MUITAS DIFICULDADES COM O PRIMEIRO MINISTRO E QUASE TODOS E QUEM ME ATENDIA ESSA NECESSIDADE DE FAZER ESSA MEDICINA HONESTA PARA TODOS, SEMPRE, O PRESIDENTE LULA. ELE, SEMPRE, TEVE UMA DEFERÊNCIA MUITO GRANDE COMIGO. SEMPRE ME ATENDIA SEM MARCAR HORA. SE EU TIVESSE UM FATO GRAVE PRA DIZER PRA ELE, ELE CHEGAVA MEIA HORA ANTES DO ALMOÇO. COM A PRESIDENTE DILMA, EU FUI MUITO BEM COM O PRIMEIRO MINISTRO DA SAÚDE, ALEXANDRE PADILHA. NUNCA PRECISEI IMPORTUNÁ-LA. ELE SEMPRE ME ATENDEU MUITO BEM. TINHA VISÃO CLARA. EU SEMPRE SOU FIXADO EM FAZER A MEDICINA DE MAIS ALTA TECNOLOGIA PARA O SUS..."

POR: RAÍSSA ARRUDA - HOMENAGEM À TIA TECA

Teca e Raíssa


Hoje o céu está em festa com a chegada da minha querida tia e madrinha Teca Arruda Gouveia. Foram muitos momentos, viagens, carnavais, festas, conversas e brincadeiras. Uma guerreira que nos últimos três anos lutou incessantemente contra o câncer e sempre com força, fé e alegria. Como a senhora dizia: "Não sou peru pra morrer de véspera". E não foi mesmo! Enquanto os médicos acreditavam que a senhora com metástase viveria apenas seis meses... Viveu três anos e meio e, por sinal, muito bem vividos. Foram anos em que realizou grandes sonhos como o de ser avó, ir ao show do ídolo Elton John (três vezes... Pois fã que é fã não vai só a um show, mas a três), e muitas viagens. Tenho na senhora um verdadeiro milagre e testemunho de fé. Uma pessoa que adorava festa e levava a vida com alegria e muito alto astral. 
Tia Teca, hoje a senhora partiu, mas as boas lembranças, o seu exemplo de vida e a saudade, essas, sim, ficarão para sempre. Te amarei eternamente.
Com carinho e amor de sua afilhada Raíssa Arruda.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

POR: CLAUDIO GOUVEIA - NOSSAS VIDAS JUNTOS

Teca e Claudio Gouveia
Homenagem de Claudio Gouveia à sua esposa Maria Teresa Arruda Gouveia.
O texto foi lido na missa de 7º dia de Maria Teresa, na Igreja de São Vicente, em Fortaleza-CE, no dia 19/10/2015.
                             NOSSAS VIDAS JUNTOS

Primeiramente queria agradecer a Deus de ter tido o privilegio de viver e conviver, com você TECA a primeira namorada da adolescência, a mulher guerreira, companheira dedicada, amante, esposa amada e uma mãe zelosa com suas filhas REBECA e RAQUEL, também com os meus filhos NETO, ROBERTA, RAPHAELA e REBECA, por coincidência temos filhas com o mesmo nome, estávamos sempre juntos na tentativa de resolver o problema de nossas criança, eu como sempre zangado e você conciliadora, nos tornando cumplice nos erros e acertos de nossa vida juntos, dai aparece o mala sem alça IVAN FILHO (só brincadeira) que tenho certeza ela o queria como um filho, a chegada do GABRIEL foi o êxtase que cheio ainda mais o seu imenso coração de amor e alegria, gravado em nossa memoria quando ele o visitou pela ultima vez no hospital e ela lhe disse “OU MEU AMOR” e um tempinho depois ao vê-lo novamente “OU MEU BEBÊ”.


Mais vamos falar um pouco de nossas vidas juntos:

“Tudo começa por sorte ou destino, pois Deus escreve certo por linhas tortas, em 1970 o Capitão Edgy com sua esposa Maria Adelina, moravam em uma casa alugada há muitos anos na rua: 24 de maio, quando a proprietária pediu o imóvel de volta para que um parente lá pudesse residir, o Capitão Homem integro e correto, embora tivesse direitos por ser um inquilino antigo, pediu apenas o tempo suficiente para que pudesse encontrar outro imóvel, grande o bastante para alojar sua pequena prole de 15 (quinze) filhos dentre eles a TECA, dai a sorte agora acompanha seu Edgy, que nunca gostou e nunca comprava jogos de loteria, estava na sua amada Baturité, quando chega um vendedor de bilhetes da loteria estadual ficou insistido para que ele comprasse, de tanta encher o saco (nós diríamos isso) o Capitão jamais, acabou comprando e ganhando o primeiro premio, olha a mão de Deus, trocou o velho e bom jipe por uma kombi que era um pouquinho maior para melhor acomodar toda a família, divide com seus irmãos parte do premio recebido, gratifica o vendedor do bilhete, e guarda o restante para dá entrada na nova casa da família, o destino cruza novamente nossos caminho, meu e da TECA, pois como seu pai à época era gerente da fabrica de papel por trás da igreja de São Gerardo, na Bezerra de Menezes, um funcionário da fabrica sabendo de seu interesse em encontrar uma casa grande lhe informou que havia uma casa de dois andares a venda na parquelândia, próximo de onde eu morava, seu Edgy ao chegar em casa falou a Dona Adelina sobre a casa a venda, ela manifestou a vontade de conhecer casa, pois estava difícil encontrar uma adequada para a família pequena de 15 filhos, mesmo não querendo, o Capitão, resolveu ver o imóvel, pois achava a localização muito distante, pois a antiga era próxima ao centro e ele queria morar na redondeza do antigo endereço, entra ai a mão de Deus, será, Dona ADELINA pessoa muito religiosa no caminho para conhecer o imóvel viu a Igreja Redonda, com era conhecida no bairro, na realidade à Paroquia de Santo Afonso, que ficava a meio quarteirão da casa, se a memoria não me trai a TECA também foi conhecer a casa com seus pais, ao olhar toda a casa, com 5 quartos, 3 banheiro, minha Sogra pessoa bondosa, querida e muito amada por todos, bateu o martelo dizendo “a casa é esta”, o Capitão marido devotado pela esposa, resignou-se, deu a entrada com o dinheiro ganho na loteria, financiou o restante pela Caixa Econômica adquirido o imóvel dos sonhos de Dona ADELINA, um fato pitoresco, a casa era nova ninguém havia morado antes, o ex-proprietário que tinha construído, mas desistiu de lá morar, ao fazer os banheiros, acho que ele era português da gema, pois colocou os aparelhos sanitário dentre do box do chuveiro e o chuveiro vivinho a pia do banheiro, claro que seu EDGY teve que fazer as mudanças necessária.

Em dezembro de 1970, a família Arruda muda-se para a nova residência, o destino entra em ação, os vizinhos da casa em frente, meus tios Raimundo e Eliza, veio em auxilio à nova família para guardam em sua geladeira a comida perecível, dos novos vizinhos, enquanto não chegava o restante da mudança.
Gente nova no bairro chegando, com muitas garotas bonitas, logo a amizade surge nos tornando uma turma, surgi os namoricos, eu muito tímido, por favor, não riam, fui conversa com a ANGELA, não sei exatamente o que lhe disse, mas quando fui lhe dá um beijinho inocente, pois aquela não tínhamos maldade nenhuma, ela quase me bate, desisti logo, ai meus olhares se voltaram para a TECA nascendo dai o amor da adolescência e de uma vida inteira, época das tertúlias para dançar bem agarradinho, das quadrilhas da São João, as idas à praia na AABB, nosso saudoso e famoso bloco de carnaval “OS METRALHAS”, em 1974 fui aos Estados Unidos, estudar por nove meses, na volta houve os encontros e desencontros, servi o Exercito, casei, fui para a Policia Federal, morando no Rio Grande do Sul, depois na Paraíba, tive 4 filhos maravilhosos, TECA também casou e teve 2 filhas também maravilhosas, com quem tive o privilegio tê-las vivendo sob o meu teto.
Em 1984 deixei a PF e vim morar definitivamente em fortaleza, onde no ano de 1989 me separei, TECA também veio a se separar, nos reencontramos voltamos a namorar e vivemos juntos um tempo, tendo à Noemy prima a cumplice, com algumas passagens divertidas, quando a Noemy no opala preto entra na garagem lá de casa atrás de mim e a TECA dentro do carro, a Jane minha cunhada, já fica toda de papo e naquele dia ou no dia seria o aniversario de uma das suas filhas, ela logo as convida para a festa, ó gente alcoviteira. Na festa de ano novo 89/90, em que fui encontra-la no Icaraí, o primo curioso Fana, queria por queria saber quem era aquele cara, que tinha indo se encontrar com sua prima, de lá saímos rumo a Canoa Quebrada, ela só com a roupa do corpo e eu com uma sacola de roupa na mala do carro, inclusive tive que emprestar uma cueca a ela, até comprarmos roupas, biquíni no dia seguite, encontramos o Gouveia, onde surgi à amizade entre eles, naquele mesmo ano fizemos o nosso carnaval em Canoa, com a presença de muito amigo e familiares com a Edna, Gouveia, Isabel, Marcelo, Goretti, Luiz.
Em junho de 1990, fui morar nos Estados Unidos novamente, desta vez para trabalhar, pois com problemas financeiros, fui tentar uma nova vida lá, nos separamos sem saber se um dia poderíamos está juntos de novo, se era um adeus ou somente um até logo, e novamente os Estados Unidos estava nos separando, mas como o futuro pertence sempre a Deus, sigamos adiante.
Em 1994 ainda nos Estados Unidos, o Gouveia meu irmão que também morava lá e muito amigo da Teca sabendo que nós seriamos passar o natal e ano novo, em Los Angeles com ele, a mamãe vindo do Brasil, eu e o Neto meu filho que à época morava comigo que iriamos de Nova Iorque, começo a alcovitar para que ela fosse passar as festas de final de ano com a gente, inclusive argumentou “quem sabe esse mesmo Estados Unidos, que os separou por duas vezes, não ira junta-los para o resto da vida”, TECA foi e lá nos divertimos muito, fomos a Disney, Studio MGM, Las Vegas nessa viagem ela viu neve caído, paramos o carro e nos divertimos um pouco com aquela neve, voltamos a namorar reacendendo a velha e deliciosa “chama do amor”, TECA retorno para o Brasil e eu a Nova Iorque, ficamos nos correspondendo por carta e uma vez por semana falamos pelo telefone, alternávamos as ligações uma semana eu ligava pra ela, na outra ela mim ligava, e acertamos que conversaríamos ao telefone por um certo tempo para as ligações não ficarem muito caras, nossa conversa era sempre pequenina de um hora marcada de relógio, o mais difícil estava no momento de desligar o telefone, pois nenhum dos dois queria ser o primeiro.
Em junho de 1995, voltei para o Brasil (afinal de contas ela tinha indo me buscar nos Estados Unidos, que ela não me ousa, pois ela diria “eu fui visitar meu amigo Gouveia”) e somos morar juntos, passei a trabalhar com ela e o Dondinho, um dos irmãos mais querido por ela, não que os outros não fossem queridos do mesmo jeito, pois TECA estava sempre a postos para ajudar a qualquer pessoa, parentes e amigos, ele em especial o irmão, amigo e sócio, passando eu a ser o cunhado mais querido do Dondinho, ele vai dizer que não mais eu sei que é, até porque em nosso trabalho na Softcolor, antes de minha chegada ele só viajava a trabalho se ela fosse, e eu passei a acompanha-lo nas viajem de trabalho, bons tempos aquele Dondinho, depois veio as dificuldade, para se trabalhar com as Prefeituras e acabamos mudados de ramo, somos trabalhar com a cerimonialista da família a Fátima, que resolveu realmente assumir trabalhar com aquilo que sempre gostou e lhe trazia e traz satisfação e alegria, em realizar os sonhos das pessoas, nos casamentos, aniversario principalmente os de 15 anos, que a deixa em êxtase, Fátima convida a TECA para trabalharem juntas se tornando sócias, e lá vai eu juntos com ela no novo projeto de vida e trabalho, mas para ser a sócia da Fatima, com seu temperamento forte, mandona, só ela que sabe das coisas, tinha que ser a TECA, calma, mais conciliadora, protetora da auxiliares, que era as filhas, as sobrinha, mas está mesmo Fátima briguenta, é uma mulher excepcional, mãe, irmã, tia, cunhada, amiga, que tem um coração enorme, auxiliado a todos com carinho e amor.
No ano de 1998, resolvemos oficializar nossa união, a cerimonia foi na casa de meu pais que veio a se transformou em buffet, lua de mel, o melhor do casamento, igual a nossa nunca tinha visto, uma reca de amigos, indo junto pra lua de mel em Canoa, uma de nossas praias favorita, turma de amigos a maioria familiares, em que passamos todos esses anos alugando casa para o carnaval, e a TECA sempre a frente, na organização, onde tivemos o privilegio de ter conosco em alguns desse carnavais a presença da tia Marlene, hoje juntas no céu olhando por todos nós.
Veio o casamento da Rebeca com o Ivan, festa linda que ela ajudou a filha para que tudo fosse perfeito no dia e foi, logo após no mesmo ano começo a batalha da GUERREIRA, estive ao lado com sempre ela esteve ao meu lado, nunca fui a um medico fazer uma consulta, por mais corriqueira que fosse, TECA estava sempre comigo, isto para mim é cumplicidade do casal que se ama e se respeita, então acompanha-la para mim foi um prazer de poder está sempre ao seu lado, não sou e nunca fui diferente de qualquer pessoa, sempre fiz e faço aquilo que acho certo seguindo sempre o meu coração. Pois quem ama cuida, estes três últimos anos vivemos juntos intensamente, e a TECA durante essa fase mais difícil de nossas vidas foi tratada por mim do mesmo jeito, fomos um casal feliz por termos um ao outro.
Assim dividi com a família e amigos um pouco da historia de nossas vidas, que foi alicerçada no amor, respeito, cumplicidade.
Quero nesse momento gradecer a todos que estiveram conosco na luta pela a vida da TECA, amigos que nos apoiaram com a Vera, a Henritte e o Claudio xará que quando necessário nos deram total apoio na nossa ida ao Rio de Janeiro para tratamento, a fora os momento de lazer em que estivemos com todos os amigos maravilho que lá fizemos, no Rio também aos familiares do Marcelo que se tornaram nossa família, aos amigos e colegas de trabalho de cerimoniais, sempre incríveis no apoio e solidariedade, um obrigado especial a meus colegas e amigo da faculdade de quem recebi apoio e ajuda inclusive nas tarefas escolares, representados na pessoa incrível, de minha grande amiga Marilac, aos professores da FAC que em sua sabedoria, quando necessário foi, dera-me total apoio, a nossos familiares, meus irmãos, os irmãos da TECA, meu pai e minha mãe, os sobrinhos e sobrinhas que nos ajudaram de todas as formas possíveis, não só na parte financeira, mas principalmente na espiritual, nos aparando naqueles momentos mais difíceis.
Nosso agradecimento à equipe medica que acompanhou a TECA, as enfermeiras do ICC e Fujiday, sempre solicitas nesses anos de químio e radio terapia, um muito obrigado especial ao Dr. Markus Gifoni, que esteve sempre ao lado dela, Deus lhe abençoe e ilumine, trazendo-lhe mais e mais sabedoria, para que possa tratar e curar, outras pessoas como a TECA que sofrem com essa doença, obrigado Dr.
Obrigado às sobrinhas Raissa, também afilhada nas lutas judiciais que travamos contra a AMIL, na busca dos melhores tratamentos, a Manuela outra afilhada, pela entrega de cuidados da amada madrinha e tia, juntamente com a Sabrina na formação de fundo financeiro e escala dos plantões no hospital, que não seria possível sem a união, solidariedade e amor da família Arruda. As primas irmãs Isabel e Noemy, abnegadas nos cuidados da sua amada TECA, as irmãs medicas Dra. Cleide e Dra. Ana Margarida, pelos cuidados que dedicaram a ela, encontramos na Cleide o suporte nas horas das duvidas de medicamentos e exames.
Um obrigado especialíssimo, aquele que é meu esteio, Eloísio Gouveia, meu pai que sem a sua ajuda muita coisa não teria conseguido fazer pela TECA como o tempo em que pude está ao lado dela, me apoiando emocionalmente e financeiramente.
TECA que seu exemplo de vida como mulher, esposa, mãe, avô e amiga, sirva de inspiração a homens e mulheres, sabemos que no lugar onda estás, juntos de seus pais, irmãs, seus e meus avós, da minha querida e amada irmã VIVI, estará sempre olhando por nós, agradeço a Deus por ter vivido e convivido com você, tenha a certeza que estamos todos unidos, nossas famílias, os nossos filhos os teus e os meus, os nossos 6 netos e esperando a chegada de mais uma neta, você vai estar sempre em nossas lembranças com muito amor.
MUITO OBRIGADO MESMO DO FUNDO DE MEU CORAÇÃO, À TODOS UM BEIJO NO CORAÇÃO MEU E DA TECA
TECA TE AMO