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segunda-feira, 30 de junho de 2014

PARABÉNS, EDNA!

                                                           FELIZ ANIVERSÁRIO!

sábado, 14 de junho de 2014

ROSE, NOSSO AMOR TRANSCENDE O TEMPO E O ESPACO.

                                      
                                          EROS E PSIQUÊ


Antonio Canova (1757-1822), escultor italiano, eternizou no mármore a personagem mitológica grega, Psiquê. Duas primorosas esculturas, "Psyché ranimée par le baiser de L'Amour" e "L'Amour et Psyché", estão no Museu do Louvre, em Paris, na Ala Denon, Galeria Michelângelo, encantando os turistas do Mundo inteiro e eternizando o amor de Eros e Psiquê.  
Psiquê, cujo o mito é narrado no livro O Asno de Ouro de Apuleio,  era uma bela mortal por quem Eros, o deus do amor, ficou perdidamente apaixonado. Sua paixão despertou a fúria de sua mãe, Afrodite, deusa da beleza e do amor, que mandou seu filho atingir Psiquê com suas flechas, fazendo-a se apaixonar por um ser monstruoso. 
Porém, ao contrário do esperado, Eros acabou se apaixonando por Psiquê. Depois de perder a confiança de Eros, por ter seguido os conselhos de suas irmãs invejosas, Psiquê vai reconquistá-lo. Para isto, ela enfrenta quatro trabalhos que Afrodite lhe dá. No final, Psiquê cai em sono profundo e Eros vai socorrê-la.  Implorando a intervenção de Zeus, Eros consegue que Afrodite aceite o seu amor. Hermes  leva Psiquê à Assembleia celestial e ela se torna imortal. Finalmente, Psiquê se une a Eros e o fruto do amor foi uma filha, chamada de Prazer. Em grego "psiquê" significa tanto "borboleta" como "alma". A borboleta é uma alegoria a imortalidade da alma, que depois de uma vida rastejante como lagarta torna-se um belo aspecto da primavera. 

Ana Margarida Arruda Rosemberg
Paris, 12 de Junho de 2014.

sábado, 7 de junho de 2014

POR: JOSÉ ROSEMBERG - ÉGLISE SAINT-SÉVERIN

Texto retirado de uma carta escrita por José Rosemberg, em 18 de junho de 1988, para seu amigo Dr. Affonso Tarantino.

Hoje é domingo. Se vocês forem à missa eu os acompanharei, se não forem iremos do mesmo modo, porque Henrique IV tinha razão: “Paris vale uma missa”. Não iremos, porém, a St. Germain, St. Sulpice, nem a Notre Dame e outros similares. Nestas as missas, embora com mais pompa e brilho, São semelhantes às da Candelária no Rio e da Sé aqui em S. Paulo. Vamos assistir uma missa empolgante, que nos aproxime mais do Eterno, se é que ele existe. Vamos a St. Séverin, outra maravilha gótica esquecida, edificada no século XIII. 
A histérica sobrinha de Luis XIV (não sei porque a chamavam de Grande Mademoiselle) brigou com sua paróquia e por pirraça resolveu dotar St. Séverin com tudo que fosse novidade para maior eficiência do culto; inclusive trouxe da Alemanha notável órgão que aqui está intacto até hoje. Ao som celestial desse instrumento, ouviremos ferventes oratórios. Depois, silêncio... Aí começa um sussurro, que vai se avolumando, de vozes sem modulações que no crescendo avassalam toda a nave e se eleva pela abside. É o mais autêntico canto gregoriano do século XI dos frades beneditinos da Abadia de São Pedro de Solesmes, os quais se notoriarizaram pelo cantochão que desenvolveram. 
Imensa paz nos invade e aí percebemos como o gregoriano e o gótico se fundem para criar fundo clima de religiosidade. É como se fossemos transportados para 800 anos atrás. A St. Séverin é de gótico flamejante e sua maravilha está no duplo deambulatório do coro; miríades de nervuras do nartex retombam nas colunas semelhantes a palmeiras. Não há dúvida, a maior manifestação artístico-estética da Idade Média, é o gótico.










terça-feira, 3 de junho de 2014

A ROSA DE OURO DO MUSEU CLUNY






A Rosa de Ouro do Museu Cluny



A "Rosa de Ouro", uma obra de arte em ouro maciço, é ofertada pela Igreja Católica Apostólica Romana, como símbolo de reverência e estima, a personalidades, igrejas, governos e governantes que tenham demonstrado lealdade para com a Santa Sé. 

A flor dourada brilhante simboliza a majestade de Cristo, uma alusão aos profetas que diziam ser o Messias “a flor do campo e o lírio dos vales”. Seu perfume, segundo o Papa Leão XIII, mostra o odor de Cristo. Os espinhos relembram a sua paixão. 

A "Rosa de Ouro" surgiu na Idade Média, em data não precisa. Em uma Bula do Papa Leão IX, de 1049, encontra-se uma alusão à mesma. O referido Papa isentou o convento de Santa Cruz de Woffenhein, na Alsacia, com a condição da abadessa enviar todos os anos uma rosa de ouro à Santa Sé. 

A "Rosa de Ouro" mais antiga enviada que se conhece foi ofertada pelo Papa Urbano II a Fulque IV de Anjou, em 1906.
No Museu da Idade Média de Paris, Musée Cluny, podemos apreciar o exemplar mais antigo que ainda subsiste. 
Encomendada pelo Papa João XXII a Minúquio de Sena, na cidade de Avignon, durante o período em que a referida cidade foi sede do papado (1309 a 1411), a mesma foi ofertada a Rodolfo III de Nidau, em 1330. 
A maior parte das "Rosas de Ouro" antigas foram fundidas com fins monetários. Os poucos exemplares que subsistem podem ser vistos na Catedral de Benevento, na Basílica de São João de Latão, no Museu Sacro da Biblioteca do Vaticano, no Palácio da Comuna de Sena e no Palácio Imperial de Hofburg, em Viena. Porém, como já citei, o exemplar mais antigo está no Museu Cluny, em Paris.
O Brasil alberga três "Rosas de Ouro". A primeira foi ofertada pelo Papa Leão XIII à princesa Isabel pela abolição dos escravos e encontra-se no Museu de Arte Sacra do Rio de Janeiro.
A segunda foi ofertada pelo Papa Paulo VI, em 1967, por ocasião das comemoraçöes dos 250 anos da descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida, pelos pescadores, no rio Paraibuna.
A terceira foi ofertada, em 12 de maio de 2007, pelo papa Bento XVI ao Santuário Nacional de Aparecida, durante a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe. As duas últimas estão expostas no Museu da Basílica de Aparecida, em São Paulo. 



Ana Margarida Rosemberg

Paris, 3 de junho de 2014.





segunda-feira, 2 de junho de 2014

OS BURGUESES DE CALAIS






Os Burgueses de Calais é uma das mais famosas esculturas de Rodin; Pra mim é a mais impressionante, pois mostra um episödio da histöria da França, que ocorreu durante a Guerra dos 100 anos, em 1347. Calais, uma cidade francesa situada perto do Canal da Mancha, ficou sob o cerco dos ingleses durante mais de 1 ano. Para o povo nao morrer de fome, o rei inglês, Eduardo III, pediu a cabeça dos seis homens mais importantes da cidade. Os mesmos entregaram-se levando as chaves da cidade, maltrapilhos e com cordas no pescoço. Foram poupados graças a rainha que, por estar grävida, implorou a misericördia do rei. Ela achou que seria mau agouro executar os seis homens. 
Em 1885, Rodin foi contratado pelo prefeito de Calais para criar um memorial homenageando os seis burgueses. O mesmo foi concluido em 1889. O original estä em Calais, mas värias cöpias desta escultura estäo espalhadas em algumas cidades do mundo. 

Ana Margarida Rosemberg
Paris, 2 de junho de 2014