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quinta-feira, 10 de abril de 2014

POR: JOSIAS CAVALCANTE -MACONHA RECREATIVA E MEDICAMENTOSA

 
Dr. Josias Cavalcante- Médico Pneumologista
 
Maconha recreativa e medicamentosa!
 
Artigo postado na página do Facebook do Dr. Josias Cavalcante no dia 5 de abril de 2014

A liberação de fumar maconha “in natura” tem gerado uma forte polêmica em todos os países, mesmo dentro dos Estados Unidos, onde em alguns estados ela é liberada e em outros não. O recente caso da menina Anny Fischer de cinco de idade, portadora de uma doença genética convulsiva rara, chamada de (síndrome CDKL5) que ocasiona grande sofrimento, reascendeu o problema, quando seus pais, depois de tentarem todos os tipos de tratamento, resolveram importar o CDB (canabidiol), um composto da cannabis sativa e foram impedidos pela justiça brasileira. Resta salientar que os pais de Anny iniciaram o tratamento com CDB, trazido dos Estados Unidos no dia 11 de novembro de 2013, e em nove semanas de uso, ela zerou as crises. Passou de 80 crises de convulsão por semana para zero. Só que acabou o CBD que eles tinham conseguido trazer quando estiveram nos EUA, e não conseguiram mais importar. A Anvisa barrou a entrada do medicamento no Brasil por ser um derivado da maconha. A criança então voltou a ter crises, uma atrás da outra e a família deu um jeito de trazer o medicamento de forma ilegal. Desesperados os pais de Anny entraram na justiça para liberação do medicamento e o juiz Bruno César Bandeira Apolinário, da 3ª Vara Federal do Distrito Federal, autorizou a importação do remédio. Nada mais justo. Temos uma centena de medicamentos, cujos “princípios ativos” são retirados de plantas, quer sejam de folhas, inflorescências, cascas, sementes ou raízes. Como exemplo cito o “ópio”, uma substância extraída da papoula, planta muito consumida nos países orientais, que leva a forte dependência física e psicológica, mas que tem alguns alcaloides como a morfina e a codeína, que em doses terapêuticas, são mundialmente utilizados como forma de remédio como poderoso analgésico e sedativo da tosse. A maconha (cannabis sativa), tem pelo menos, 66 canabinóides já identificados, entre eles o canabidiol (CBD) um composto abundante na cannabis sativa, constituindo cerca de 40% das substâncias ativas da planta. Os efeitos farmacológicos do CBD são diferentes e muitas vezes opostos aos do Δ9-THC, substância responsável pelos efeitos psicoativos da maconha. Um número considerável de publicações médicas sobre o CDB aumentou muito nos últimos anos e sustenta a ideia de que o CBD possui uma gama de possíveis efeitos terapêuticos; entre essas possibilidades, as propriedades ansiolíticas, antipsicóticas e anticonvulsivantes se destacam. Como o CBD não tem efeitos psicoativos e não afeta a cognição, possui um perfil de segurança adequado, boa tolerabilidade, resultados positivos em testes com seres humanos e um amplo espectro de ações farmacológicas. Vejamos agora o outro lado da maconha, ou seja, fumada de forma recreativa. Nesse caso a cannabis sativa é a droga de abuso mais utilizada em todo o mundo, e cerca de 20% da população mundial de jovens a usam de forma abusiva e regular. Aqui o principal componente da planta é o delta-9-tetrahidrocanabinol (Δ9-THC), uma das substâncias responsáveis pelos efeitos psicoativos da maconha, deixando o usuário com uma sensação de bem-estar e euforia, tagarela, risonho, quadro que se altera com períodos de introspeção, sonolência, letargia, lapsos de memória e falha na coordenação da fala. Outro agravante. É uma droga absorvida por combustão, semelhante ao crack e tabaco, ocasionando sérias complicações pulmonares no longo prazo.
Josias Cavalcante.

Quem desejar mais informações sobre o assunto acessar o link: http://www.josiassc.med.br/site/index.php/livros
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