Google+ Followers

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

PASSAGENS POR PARIS, NO MASP.



Rosa e Azul - 1881
Pierre-Auguste Renoir.


Estive no Museu de Arte de São Paulo (MASP) há dois dias e visitei a mostra PASSAGENS POR PARIS, que foi inaugurada em dezembro de 2013 sem prazo para terminar. 
O título  inspira-se em uma citação de Walter Benjamin em seu ensaio “Paris, capital do século XIX”.  A exposição interage com “A arte do detalhe (e depois, nada)”, em cartaz desde o inicio de novembro. 
Passagens por Paris propõe um passeio pela arte moderna, com obras feitas entre 1866 e 1948 por artistas icônicos do período: Manet, Degas, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh, Matisse, Renoir, Toulouse-Lautrec, Picasso, Modigliani, Portinari, Rego Monteiro e outros. 
Várias obras de arte me causaram profunda impressão, mas para homenagear Assis Chateaubriand e Pietro Maria Bardi idealizadores do MASP,  vou me deter na obra “Rosa e Azul” de Renoir, pois esta obra foi adquirida pelo MASP, em 7 de julho de 1952, no dia do meu segundo aniversário, com recursos doados por Assis Chateaubriand. 
Rosa e Azul, também intitulada “As Meninas Cahen d’Anvers”, é uma célebre pintura a óleo sobre tela do artista impressionista francês Pierre-Auguste Renoir. A obra, que foi produzida em 1881, em Paris, retrata as irmãs Alice e Elisabeth, filhas do banqueiro judeu Louis Raphael Cahen d’Anvers. É considerada um dos mais populares ícones da coleção do MASP. 
Renoir retratou as duas filhas do banqueiro Louis Raphael Cahen d’Anvers, a loira Elisabeth, de seis anos, nascida em dezembro de 1874, e Alice, de cinco anos, nascida em fevereiro de 1876.  Alice viveu até os 89 anos e morreu em Nice, em 1965. Elisabeth teve um destino trágico. Divorciada do primeiro marido, o diplomata e conde Jean de Forceville, casou-se com Alfred Émile Denfert Rochereau, de quem também se divorciou. Ela foi enviada para Auschwitz, devido à sua origem judaica, e morreu a caminho do campo de concentração, em março de 1944, aos 69 anos.

O retrato das meninas Cahen d’Anvers, angariou a simpatia dos visitantes do MASP, tornando-se uma das mais populares e apreciadas obras do museu e uma fonte de inspiração para outros pintores. Artistas contemporâneos como Washington Maguetas e Cirton Genaro, entre outros, produziram trabalhos baseados na obra. Em 1989, o quadrinista Maurício de Sousa também fez uma reinterpretação de "As Meninas Cahen d’Anvers", intitulada Magali e Mônica de Rosa e Azul, onde as populares personagens dos quadrinhos infantis aparecem ocupando o lugar de Alice e Elisabeth na pintura. 


Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

São Paulo, 27 de fevereiro de 2014


Nenhum comentário:

Postar um comentário