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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

FELIZ ANIVERSÁRIO, MARIA LUIZA!


Ontem, dia 27 de novembro de 2013, transcorreu a festa de aniversário de Maria Luiza Fontenele, no Kukukaya, em Fortaleza-CE. 
Parabéns, Maria, que você tenha muitos anos de vida e que realize o sonho da emancipação humana.









quarta-feira, 13 de novembro de 2013

REUNIÃO DA ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA - 13 DE NOVEMBRO DE 2013


Hoje, dia 13 de novembro de 2013, às 15h30min, no auditório da Pró-Reitoria de Extensão da UFC, em Fortaleza-CE, aconteceu a palestra da historiadora Profa. Dra. Maria Liège Freitas que falou sobre a Amazônia e a Borracha.
Parabéns à Profa. Liège por sua apresentação, nos mostrando uma faceta da história do Brasil pouco conhecida, ou seja, a difícil vida dos nordestinos nos seringais amazonenses. Frisou a Professora Liège a participação do dr. Haroldo Juaçaba na Amazônia, dando um suporte assistêncial aos trabalhadores da borracha, e sua fala foi complementada pela a do Dr. Marcelo Gurgel, profundo conhecedor da vida e da obra do Dr. Haroldo Juaçaba. Parabéns ao Dr. Marcelo por reverenciar a memória de grandes vultos da medicina cearense e pesquisar a história de nossa medicina. 
Dr. Sérgio Gomes de Matos, Dr. Flávio Leitão, Dr. Randal e Dr. Vladimir Távora




Dr. Marcelo Gurgel

Historiadora Liège Freitas


Dr. Sérgio Gomes de Matos e Historiadora Liège Freitas
Liège e Ana Margarida (eu).



terça-feira, 12 de novembro de 2013

POR: MARCELO GURGEL - SANTA MARIA GORETTI: mártir da castidade




Santa Maria Goretti

SANTA MARIA GORETTI: mártir da castidade

Por: Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Integrante da Sociedade Médica São Lucas


* Publicado In: Boletim Informativo da Sociedade Médica São Lucas, 9(74): 4, setembro de 2013.


Recordo bem, quando ainda criança de tenra idade, nos anos cinquenta, eu apreciava ver uma grande imagem disposta em um nicho no terço medial, à direita, da nave da pequena Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, em Jacarecanga, defronte à Escola de Aprendizes Marinheiros, em Fortaleza.

A imagem reproduzia uma bela jovem, de tez alva e rosto angelical, de longos cabelos pretos ondulados, trajando um simples vestido azul celeste, com alguns detalhes brancos. Ela segurava, à altura do seu peito esquerdo, um ramalhete de lírios, indicativos de suas pureza e castidade.

Era Santa Maria Goretti, cujo nome, tal como Maria de Fátima, servira de motivação para batizar tantas meninas nascidas na capital cearense, na década de 1950. Eram muitas as famílias locais que possuíam uma garota que atendia pelo prenome Maria Goretti, embora apenas fossem chamadas de Goretti.

Nos primeiros anos da década seguinte, por eu ter duas irmãs, Marta e Márcia, estudando no Ginásio Santa Maria Goretti, uma escola confessional, a história dessa santa passou a ser mais comentada em nossa família. Ela era uma adolescente que, por resistir ao assédio sexual de um rapaz, foi barbaramente assassinada, a facadas, por ele, e, mesmo assim, ainda o perdoou; também me diziam que o homicida se arrependera do crime cometido e tornara-se um frade franciscano, que era o jardineiro do convento, mas não podia celebrar missa.

Maria Resa Goretti nasceu em Corinaldo, Província de Ancona, na Itália, em 16 de outubro de 1890. Seus pais, Luigi Goretti e Assunta Carlini, como bons cristãos confiavam na Providência do Pai celestial. Eles eram camponeses empobrecidos, que foram forçados a deixar sua fazenda e trabalhar para outros fazendeiros, tendo que se mudarem para Le Ferriere, em Lazio, onde passaram a viver em prédio compartilhado com a família Serenelli; a condição financeira da família viria a se agravar com a morte prematura do genitor, quando Goretti tinha apenas nove anos de idade, ficando seis filhos na orfandade.

Na tarde de 5 de julho de 1902, Alessandro Serenelli, um moço de 20 anos de idade, agindo premeditadamente, e aproveitando a situação de que Assunta Carlini estava arando a terra, tentou estuprar Maria Goretti, que rechaçou as violentas investidas do seu agressor, protestando que seria um pecado mortal o cometimento de um ato libidinoso tão execrável, sob o ponto de vista religioso e moral. Refere o Processo Canônico para sua beatificação que Maria Goretti, aquela frágil menina de doze anos incompletos, ainda encontrou forças, para lutar, a fim de preservar o tesouro mais querido de sua vida.

Tomado de ódio, por não lograr o seu intento, Alessandro Serenelli desferiu-lhe quatorze golpes de uma arma branca, fugindo, em seguida, crente de que Maria Goretti estava morta. Ela conseguiu pedir socorro, sendo acudida por vizinhos e pela própria mãe, que a levaram para o Hospital dos Irmãos de São João de Deus, em Netuno, onde foi submetida a uma laparotomia, sem qualquer anestesia.

Apesar da gravidade dos ferimentos, Maria Goretti deu provas cabais de sua santidade, perdoando o seu assassino, conclamando-o ao arrependimento, para que ele estivesse junto dela na eterna glória. Ela sofreu horrivelmente, porém nenhuma queixa partiu de seus lábios. Na noite do seu calvário, Maria recebeu no pescoço o Medalhão, com uma fita azul, da Congregação das Filhas de Maria. Então, Maria beijou a imagem da Virgem Santíssima e rezou usando as palavras que Catarina Labouré falou à Nossa Senhora: “Oh! Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

Na manhã seguinte, domingo, 6 de julho de 1902, Maria recebeu a Sagrada Comunhão. Em sua agonia, revelou a sua conformação, afirmando que em breve encontraria a Deus, face a face. À tarde, Maria olhou carinhosamente para a imagem da Virgem Santíssima na parede de seu quarto, e sussurrou para Assunta, posicionada ao lado da cabeceira do seu leito de morte: “A Mãe Santíssima está esperando por mim”. Às 15h45min, Maria Goretti morre enquanto beija uma cruz.

Após sua morte, uma enorme manifestação pública acontece; o seu sepultamento não foi um funeral, mas, sim, um verdadeiro triunfo! Seus restos mortais repousam, desde 1926, no belo mausoléu de Zaccagnini, erigido para ela no Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Netuno.

Alessandro Serenelli, sob proteção policial, escapou do linchamento por populares, revoltados à conta do odioso crime perpetrado, e foi levado a julgamento, recebendo a condenação à prisão perpétua, comutada a trinta anos de prisão, por ser menor de idade, ao tempo do crime. Durante a prisão, ele declarou ter tido uma visão da mártir, oferecendo-lhe lírio, que, ao recebê-lo, se transmutou em chamas cintilantes, fato que culminou em sua conversão. Em 1936, tendo passado trinta anos encarcerado, Alessandro Serenelli ingressou em um convento capuchinho, no qual viveu o resto de seus dias, como frade contemplativo, em vida santa e penitente, vindo a falecer em 1970.

Em 27 de abril de 1947, o Papa Pio XII beatificou Maria Goretti, virgem e mártir, na Basílica de São Pedro, em Roma, em cerimônia assistida pela mãe e três dos irmãos de Maria e de pessoas de toda parte do mundo vieram render-lhe homenagem.

Em 24 de junho de 1950, Maria Goretti foi canonizada pelo Papa Pio XII, na presença de sua mãe e irmãos, e, inclusive, de Alessandro Serenelli. Para a sua canonização quarenta milagres foram atribuídos à sua intercessão. A canonização foi realizada na Praça São Pedro, em frente à Basílica de São Pedro. Uma multidão de meio milhão pessoas presenciou à celebração, na sua maioria jovens, vindos de vários países do mundo.

Maria Goretti é padroeira das adolescentes, da castidade e das “Filhas de Maria”. Ela pode servir de exemplo à juventude hodierna, em uma época de decadência moral, como o ideal de pureza e integridade espiritual.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

POR: EMANUEL CARVALHO MELO - SOBRAMES-CE - COMO TUDO COMEÇOU

 
Dr. Emanuel Carvalho Melo - Médico e Primeiro Presidente da SOBRAMES-CE

 Este texto foi postado no facebook, na página do autor, em 31 de outubro de 2013.

Há muitos anos, lá pelos idos de 1979, fui convidado para ser diretor cultural do Centro Médico Cearense (atual Ass.Médica Cearense) por razão do meu envolvimento em movimentos musical, literário e pictórico. Fui embuído de criar um jornal e um espaço cultural para exposições e também para facilitar a criação de momento cultural às 6ª feiras onde a classe poderia se reunir para conversar em lugar descontraído. Isto feito, nasceu um pequeno grupo de 10 médicos no qual me incluía, que liam seus poemas e contos. Publicávamos alguma coisa no jornal "CMC informa" que era o nome do jornal. Mas, começamos a pensar em publicar livros. Como? Falei com o Presidente do CMC para que me autorizasse a criar uma "editora" e usar o CMC para conseguir ajuda oficial. Foi assim que consegui montar uma editora e lançar livros, e ao longo do processo conhecí 3 governadores inclusive o Gov. Virgílio Távora, que está em uma das fotos publicadas. Depois, já em 1982 tomei conhecimento da Sobrames (Sociedade Brasileira de Médicos Escritores) que tinha 5 regionais e fundei com a ajuda do CMC a nossa regional e fui o seu primeiro Presidente empossado em Nov/82. Ao longo desses anos ela cresceu e se fortificou. Hoje, tem muitos sócios. Ontem, fui homenageado como o primeiro presidente e fundador. Foram lançados 30 livros, fizemos 2 congressos nacionais e muitos regionais. 
Olho para trás e vejo que aquela energia jovial que nos movia, hoje, está muito viva e forte e vejo que tomei decisões acertadas. Tenho muita coisa publicada e isto é o resumo de mais de 30 anos em poucas palavras desse meu lado literário.