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terça-feira, 10 de setembro de 2013

NOTA DE FALECIMENTO


Faleceu ontem, dia 9 de setembro de 2013, em Fortaleza, aos 90 anos de idade, o meu tio materno, Dr. Francisco de Assis de Arruda Furtado. Foi o Dr. Arruda Furtado um atuante advogado e Prof. Universitário. Nasceu em Senador Pompeu, no dia 10 de maio de 1923, casou-se, no dia 24 de setembro de 1948, com Antônia Valburga de Araújo Arruda. O casal teve os seguinte filhos:
Maria de Fátima Furtado Chaves
Juvenal Antônio Araújo Furtado
Maria Tereza Lumena Furtado Moreira
Luiz de Gonzaga Furtado Neto (sacerdote)
Maria Francelina Furtado Chagas
Maria Mônica Furtado Rodrigues Lima
Francisco de Assis de Arruda Furtado Júnior (1964 ~1982)
Registro as minhas condolências à sua esposa, minha tia Valburga, à sua irmã, tia Mimosa, a única ainda viva de uma família de 15 irmãos, aos seus filhos, filhas, genros, noras, netos, netas, bisnetos e bisnetas. Arruda Furtado deixou um importante legado e teve uma vida profissional extremamente atuante. Possuidor de uma fé indômita, realizou o sonho de ter um filho sacerdote, Padre Luiz de Gonzaga Furtado Neto. Descanse em paz tio Chico! 

Ana Margarida Arruda Rosemberg
Paris, 10 de setembro de 2013.



Acta Pulmonale: 536 - Fumante passivo

Acta Pulmonale: 536 - Fumante passivo

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

PSIQUÊ E O AMOR, NO LOUVRE.












O Louvre sempre me causou fascínio. A primeira vez que o adentrei foi pela porta da frente, pois não havia a famosa pirâmide. Era novembro de 1987, quando, após uma viagem que eu e minha irmã Clêide fizemos pelas terras onde Cristo pisou, passamos em Paris. O que me chamou mais atenção no Louvre, além da Monalisa e da Vênus de Milo, foi um quadro de Leonardo Da Vinte,"Virgem das Rochas". Sem falar do espanto que senti, quando, pela vez primeira, vi rapazes usando brincos de mulheres, na fila de entrada. Aquilo me chocou. Os tempos mudaram... Depois, voltei ao Louvre inúmeras vezes com o Rose e sem ele. Achava que o conhecia razoavelmente bem. Como pude me enganar tanto! Desde o dia primeiro deste mês de setembro tenho ido todos os dias ao Louvre para estudar arte. Só agora me dou conta de sua imensidão. Estou completamente fascinada com tudo. Porém, vou falar de duas obras de CANOVA que pude apreciar hoje. "Psyché ranimée par le baiser de L' Amour" e "L'Amour et Psyché" . Ambas estão na Alá Denon, sala 4, Galeria Michelângelo.  Canova eternizou no mármore a personagem mitológica grega, personificação da alma. Seu mito é narrado no livro O Asno de Ouro  de Apuleio. Psiquê era uma bela mortal por quem Eros, o deus do amor, ficou perdidamente apaixonado. A paixão de Eros despertou a fúria de Afrodite! deusa da beleza e do amor, mãe de Eros.
A deusa mandou seu filho atingir Psiquê com suas flechas, fazendo-a se apaixonar pelo ser mais monstruoso existente. Mas, ao contrário do esperado, Eros acaba se apaixonando por Psiquê.
Depois de perder a confiança de Eros, por ter seguido os conselhos de suas irmãs invejosas, Psiquê vai conquistá-lo. Para  isto ela enfrenta quatro trabalhos  que Afrodite, mãe de Eros, lhe dá. Quando Psiquê está indo ao encontro de Afrodite , cai em sono profundo e Eros vai socorrê-la. Eros pede ajuda a Zeus que consegue que Afrodite concorde com o amor dos dois. Hermes  leva Psiquê à Assembleia celestial e ela é tornada imortal. Finalmente, Psiquê ficou unida a Eros e mais tarde tiveram uma filha, cujo nome foi Prazer.

Em grego "psiquê" significa tanto "borboleta" como "alma". A borboleta é uma alegoria a imortalidade da alma, que depois de uma vida rastejante como lagarta torna-se um belo aspecto da primavera. 

Ana Margarida Arruda Rosemberg
Paris, 6 de setembro de 2013.