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segunda-feira, 29 de abril de 2013

REUNIÃO DA FCAA - 27 de abril de 2013



              

ATA RESUMIDA DA REUNIÃO DA FCAA - 27 de abril de 2013
 


No dia 27 de abril de 2013, às 17h, reuniram-se na residência de Beatriz&Eurico os membros da Fundação Comendador Ananias Arruda, para mais uma reunião ordinária. Presentes: Julieta Távora Arruda Monteiro, Teresa Távora Arruda Lima, Beatriz Melo Arruda, Eurico Távora Arruda, Raimundo Luiz Furtado de Arruda (Presidente da FCAA), Claudia Lima Arruda, Edna Maria Furtado Arruda, Regina Maria Arruda Bastos Machado, Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg,  Maria Goretti Arruda Bezerra, Francisco Luiz Bezerra, Maria Teresa Arruda Gouveia e Noemy Adelina Carvalho Arruda, Flávia Arruda e Gabriella Arruda. Raimundo Luiz deu inicio a reunião solicitando que a Claudia Lima Arruda conduzisse as orações. Beatriz deu as boas vindas falando da alegria em receber os familiares em sua residência e enfatizando a união da família. Em seguida, foi lida a ata da reunião anterior. Dando continuidade, entrou em pauta a homenagem à Julieta pelo grandioso gesto de ter doado a sua residência à FCAA. Foi discutida a realização da homenagem, com a colocação de uma placa de bronze no museu, em Baturité. Finalmente entrou em pauta a próxima atividade da Fundação. Foi definida a realização de um BINGO JUNINO na residência da tia Teresa, no dia 29 de julho de 2013, nos moldes dos bingos anteriores.
Sem mais nada a ser discutido foi encerrada a reunião e em seguida houve o momento de confraternização.

domingo, 28 de abril de 2013

ADEUS, VALMISA!

Maria Valmisa Sousa da Franca

Com profunda tristeza registro o falecimento, ontem, dia 27 de abril de 2013, dois dias após completar 63 anos, de MARIA VALMISA SOUSA DA FRANCA, funcionária da Secretaria de Saúde (SESA). 
Valmisa trabalhou durante 10 anos no Programa de Controle do Tabagismo da SESA, quando estive na coordenação do mesmo, de 1990 até o ano 2000. Atualmente, estava lotada no Programa DST-AIDS.
Com meiguice, responsabilidade, dedicação e competência, Valmisa desempenhou suas atividades, angariando a amizade de todos que com ela tiveram o privilégio de conviver. Foi dedicada esposa, mãe de quatro filhos e avó de três netos. Cumpriu bem a sua missão e parte com dividendos, deixando exemplo de vida para nós, que a amávamos muito.
Seu corpo foi velado no Cemitério Jardim Metropolitano e seu sepultamento ocorreu hoje, dia 28 de abril de 2013, às 8:30h, após uma missa de corpo presente. Descanse em paz, Valmisa, sua missão foi cumprida.

sábado, 13 de abril de 2013

BACO E ARIADNE



                                                    
O Outono – Baco e Ariadne, Eugène Delacroix, óleo sobre tela, de 196x165 cm, pintado de 1856 a 1863. 

                                                     BACO E ARIADNE


Sempre que visito o MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubrient), sinto-me impulsionada a registrar as minhas impressões. A última visita que fiz ao museu foi  no dia 24 de outubro de 2012. Naquele dia, postei no meu BLOG um texto sobre o mesmo que pode ser lido neste link: http://anamargarida-memorias.blogspot.com.br/2012/10/visita-ao-masp_24.html . Hoje, 11 de abril de 2013, visitei o MASP com outro olhar. Um olhar de quem procura ver o que tem por trás de cada obra de arte.  Ao me deparar com As Quatro Estações, de Eugène Delacroix, fui arrastada em uma viagem à Grecia Antiga. São telas imensas com temas ligados a mitologia grega.  O inverno - Juno implora a Eolo a Destruição da Frota de Ulisses, A primavera – Eurídice Colhendo Flores é mordida por uma cobra, O Verão – Diana Surpreendida por um Acteão e O Outono – Baco e Ariadne. Todas são incrivelmente belas, mas  a que me causou profunda impressão foi O Outono – Baco e Ariadne, um óleo sobre tela, de 196x165 cm, pintado de 1856 a 1863.  Nela, Delacroix retrata Baco (ou Dionísio, para os gregos) estendendo a mão para Ariadne, após Teseu tê-la abandonado. Um Cupido, acima, aparece carregando a guirlanda, símbolo da união e do amor do casal. Tiziano Vecellio (1487-1576) também pintou, três séculos antes, o encontro de Baco e Ariadne, uma das obras-primas da Renascença Veneziana.

Eugène Delacroix (1798–1863) foi um pintor francês considerado o mais importante representante do romantismo. Ele ficou conhecido por seu quadro A Liberdade Guiando o Povo (1830), que foi pintado em comemoração à Revolução de Julho de 1830, na França. Esta tela encontra-se no Louvre, em Paris. As Quatro Estações, que, na realidade, são quatro telas, está pertinho de nós, no MASP, em SAMPA.

Ao contemplar “O Outono”, lembrei-me da história de Baco e Ariadne. Reza a lenda que o rei Minos, pai de Ariadne, era dono do famoso Minotauro, o monstro que possuia cabeça de touro e corpo de homem e que vivia em um labirinto na Iha de Creta. A cada nove anos, um navio vindo de Atenas desembarcava em Creta com sete rapazes e sete donzelas para serem devorados pelo Minotauro. Isto porque Minos, ao sair vitorioso de uma guerra que declarara a Atenas, passou a exigir que tal fato acontecesse. Quando se aproximava a data do envio do terceiro sacrifício, o jovem príncipe Teseu se ofereceu para assassinar o monstro. Em Creta, Ariadne, filha de Minos, se apaixonou por ele e o ajudou a matar o Minotauro,  dando-lhe um novelo de lã, que ele utilizaria para marcar seu caminho de volta, e uma espada mágica. E, assim, Teseu matou o Minotauro.  Grato, Teseu embarcou com Ariadne para desposá-la em Atenas. Ao parar na ilha de Naxos, deixou-a dormindo, e zarpou sozinho, pois não correspondia ao seu amor. Na Ilha, Baco foi ao encontro de Ariadne e, oferecendo-lhe um amor imortal, deu-lhe de presente de núpcias um diadema de ouro cinzelado feito por Hefesto. Este diadema foi mais tarde transformado em constelação. Baco e Ariadne casaram-se e tiveram quatro filhos: Toas, Estáfilo, Enopião e Pepareto. Há outras versões dessa história. Esta, porém, é uma bela história de amor não correspondido, cuja dor foi superada, depois, em um amor imortal.

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

São Paulo, 11 de abril de 2013

POR: NILZE COSTA E SILVA - PRAIA DE IRACEMA

 
Nilze Costa e Silva e Manoel César

PARABÉNS, FORTALEZA! EM SUA HOMENAGEM, PELAS 287 VOLTAS EM TORNO DO SOL, TRANSCREVO TEXTO DO LIVRO "FORTALEZA ENCANTADA", DE NILZE COSTA E SILVA.

                      PRAIA DE IRACEMA
                                                            Adeus Praia de Iracema
                                                                 Praia dos Amores
                                                              Que o mar carregou
                                                                         (Luiz Assunção)

Nuvens vermelhas, últimos raios de sol. Anoitece na Praia de Iracema. Conta a lenda que um dia o mar invadirá a orla, submergindo-a. Mas ninguém quer acreditar nisso, nem se preocupa. Não se acredita ao menos que a Ponte Metálica venha a cair um dia. O povo de Fortaleza não é tão crédulo assim... Que caiam os governos, a ponte fica.
Lá vem a lua lindona se insinuando entre dois edifícios. As pessoas insistem em construir prédios altos, embora os sobrados nostálgicos tentem ficar. E ficam. Que passem os calçadões. Os sobrados ainda não tremem como a ponte. O navio naufragado, lá longe, perto de onde o sol se põe, parece tremer um pouco, mas é só na nossa imaginação. Aliás, é preciso ter muita imaginação para apreciar um pôr-do-sol na praia de Iracema. E para madrugar também. Lá a madrugada acorda cedo. Anoitece sábado e amanhece domingo. Nada estranho nisso.
Os sinos da Igreja de São Pedro acordam os últimos notívagos. Continua lá, sempre branquinha, na contramão, atrapalhando o tráfego. Falando dessa igreja, foi lá que me batizaram. Ela fez parte de toda a minha infância. Eu a olhava sempre, todos os domingos, ao passar por ela. Domingo era dia de praia na piscininha em frente ao Estoril. O tenente Adauto, meu pai, era assíduo freqüentador do Bar do Oliveira, situado em frente à Igreja de São Pedro, mas os dias de domingo eram da filharada.
A piscina, como nós a chamávamos, era uma concha enorme de mar azul. Em criança era assim que eu a via. Gostava de nadar até as pedras, sob o olhar cauteloso de meu pai que nos observava de longe, a mim e aos irmãos, enquanto tomava uma caninha e dedilhava seu violão, sentado em frente ao Estoril. Na volta, era imprescindível passar na bodega do Abelardo, que ficava no meio do caminho e tomar uma deliciosa cajuína.
Adeus, Praia de Iracema. Sou aquela filha que se foi, ficou grande e nostálgica. Daqui onde estou ainda vejo a minha igrejinha caiada de branco por dentro e por fora, tão sossegada, indiferente ao trânsito, às correrias do dia a dia. Ouço o velho bater dos sinos chamando para o terço e as novenas. Penso em sua torre vislumbrando de longe a insanidade do mar.
Vez em quando eu retorno para visitar os recantos da minha infância. Continuo a dizer como Adoniran Barbosa, embora sua musa fosse outra: “Iracema, o meu grande amor foi você”.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

NOEMY ADELINA AOS 12 ANOS - BATURITÉ, 1958.


HÁ EXATOS 11 ANOS, POR UM MISTÉRIO INSONDÁLVEL DO DESTINO, MINHA IRMÃ, MANINHA, FALECEU NO DIA DO ANIVERSÁRIO DE MEU PAI. PARA HOMENAGEÁ-LA, A MÚSICA QUE RETRATA O MEU SENTIMENTO POR TÃO GRANDE E IRREPARÁVEL PERDA.

“PEDAÇO DE MIM”
Chico Buarque
1977-1978

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus”