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quinta-feira, 28 de março de 2013

POR : JAMES NACHTWEY - TUBERCULOSE

      

CAT_ tuberculose extremamente resistente aos antibioticos_james-nachtwey

 O Centro de Apoio ao Tabagista, coordenado pelo ativista Alexandre Milagres, médico pneumologista, também coordenador do Programa de Controle da Tuberculose do Hospital Municipal Raphael de Paula Souza, no Rio de Janeiro, editou e divulga este depoimento do fotógrafo James Nachtwey, cujo trabalho recebeu o Prêmio TED.

James Nachtwey é um fotógrafo conhecido mundialmente, capturador de imagens impactantes de guerras e conflitos sociais pelo mundo. Ele, acostumado a, portanto, impactar os outros, foi, ele próprio, tocado pelo sofrimento sentido pelos atingidos pela tuberculose, notadamente a tuberculose resistente à maior parte dos antibióticos existentes neste início do século XXI, chamada de Tuberculose Extremamente Resistente - TBXDR.
A tuberculose é um indicador social. Onde haja índices significativos de TB, podemos afirmar que coexista injustiça social. Onde haja índices elevados de tuberculose multiresistente ou extremamente resistente garantimos haver graves problemas de gestão dos programas de controle da doença. Estima-se que 94% dos casos de multiresistência são casos de resistência secundária, isto é, as bactérias eram sensíveis aos antibióticos no início do tratamento, entretanto, por falhas em seu acompanhamento acabaram por tornarem-se resistentes a ele. Isto se dá pelo abandono dos remédios antes do final do tratamento, ou, pela tomada irregular dos medicamentos. Só 6% seriam casos de resistência primária, aqueles em que o indivíduo se infecta por uma bactéria já resistente às drogas.
James Nachtwey, ao documentar a tuberculose extremamente resistente e esforçar-se por torná-la um fato digno de nota para a mídia internacional, presta um inestimável serviço à saúde pública do planeta.

domingo, 24 de março de 2013

O ROMANTISMO NA TUBERCULOSE



Publicado in: Revista Jornal do Médico, Ano VIII / Edição nº48, Janeiro/Fevereiro, 2013
 

A tuberculose povoou o imaginário social nos séculos XIX e XX. Por ser doença crônica, de evolução arrastada, cheia de episódios dramáticos de hemoptise e sombras de morte, inspirou a criatividade humana, sendo força criadora de obras consagradas na literatura, artes plásticas, música, teatro e cinema. A tuberculose foi integrada ao romantismo por ter ferido prostitutas, escritores,  pintores, músicos, literatos e poetas das altas classes sociais. Byron, Musset, Henry Murger e Alexandre Dumas Filho exerceram influência no romantismo francês da tuberculose. Murger, escritor tuberculoso, apaixonou-se por Cristina Roux (Mimi), tuberculosa, e fez dela a personagem de seu livro “Cenas da vida boêmia”. Puccine o transformou na famosa ópera “La Bohème”. Alexandre Dumas Filho escreveu o celebérrimo livro “A Dama das Camélias” para contar a história da prostituta Alphonsine Duplessis, que morreu tuberculosa aos 23 anos. Verdi aproveitou o tema para a famosa ópera “La traviata”.  A tísica, como era conhecida a tuberculose, reinou soberana nos hagiológios, nos palcos, entre os músicos, nos ateliês de pintura e escultura, nos laboratórios, nos tronos, entre os reformadores religiosos e  no meio político. Entre os letrados a colheita foi farta e quase todos os poetas tísicos sofreram as agruras das febres vespertinas, suores noturnos, consunção, hemoptises, tosse e morte prematura. Na poesia lírica a febre foi cantada, a tosse versejada, a inapetência e o emagrecimento exaltados e a hemoptise poetizada. A tuberculose impregnou toda a poética no Brasil até o final de 1950. Passa de 40 o número dos poetas que acalentaram em seus pulmões o bacilo de Koch. Noel Rosa, Castro Alves,  Álvares de Azevedo, Manuel Bandeira, Casimiro de Abreu, Augusto dos Anjos foram consumidos pelo bacilo. Na literatura de ficção temos: “A Montanha Mágica”, de Thomas Mann, “Florada na Serra” de Dinah Silveira de Queiroz. Nas artes plásticas a tuberculose foi uma das doenças mais retratadas. Cristóbal Rojas (1858-1890), que morreu tuberculoso, pintou personagens lúgubres, melancólicos e tísicos. A tuberculose moldou a maneira de Edvard Munch (1863-1944) ver o mundo e influenciou sua arte. Sua irmã Sophie morreu tuberculosa, em 1877, com apenas 15 anos. Sua mãe foi vítima do bacilo, quando ele tinha 5 anos. Suas obras: A Criança Doente, Melancolia e O Leito da Morte retratam a tuberculose. A tela O Grito, evidencia toda a sua angustia diante de uma vida marcada pela doença. Fidélio Ponce de León (1895-1949) morreu tísico. Sua obra, Tuberculose, reflete sua experiência de sofrimento diante da devastadora enfermidade. Alice Neel (1900-1984), ícone do feminismo, que se destacou por suas obras expressionistas de grande intensidade psicológica e emocional, foi tuberculose. Sua pintura, TB Harlem, retrata Carlos Negrom, um jovem com fácies típicas de um tísico crônico. Em “Alegoria à Primavera” de Botticelli, a tuberculose está retratada, pois Simoneta Vesputti, a modelo do artista, morreu tuberculosa aos 23 anos. Segundo Rosemberg, a primavera da erradicação da tuberculose um dia chegará, pois a humanidade já enfrentou e venceu outros terríveis invernos.

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

Fortaleza, 12 de fevereiro de 2013.

sexta-feira, 22 de março de 2013

ESPECIAL DIA DA MULHER - MULHERES DO PAQUISTÃO


DO FACEBOOK
ESPECIAL DIA DA MULHER - MULHERES DO PAQUISTÃO
(Fonte: Sou um dos teus segredos)

"MULHERES, o que é isso?"
Conheça o drama das mulheres sem rosto no Paquistão, Vítimas de ataques com ácido dos próprios maridos, elas sofrem preconceito no país...

Cem mulheres por ano são desfiguradas no Paquistão — a maioria, por ataques com ácido cometidos pelos próprios maridos, que as punem por "mau comportamento".

Apesar de serem vítimas, elas recebem olhares de zombaria e crítica nas ruas. Para a sociedade paquistanesa, se elas foram atacadas, é porque fizeram algo de errado.

Esse é o drama vivido por Sabira Sultana, atacada pelo marido por uma discordância em relação ao dote que sua família deveria ter pago na ocasião de seu casamento.

A paquistanesa Shamin Akhtar vive o mesmo drama. Estuprada por uma gangue quando tinha apenas 17 anos, ela foi punida pela "desonra", sendo atacada com ácido.

- Tudo em nome do amor?!...
- Machismo e falta de respeito pela mulher?!...
- Ou apenas um objeto de desejo/propriedade, que se descarta após o uso?!

Até quando?!!!


sábado, 16 de março de 2013

SESSENTA'ANOS DE MARCELO GURGEL

Hoje, dia 16 de março de 2013, às 9h, no Mosteiro de São Bento, em Fortaleza, os familiares, amigos e colegas do Dr. Marcelo Gurgel estiveram reunidos comemorando seu aniversário. O evento teve como ponto alto uma missa com cantos gregorianos. Em seguida, houve o lançamento de mais um livro do aniversariante "Sessenta'Anos de Caminhada: percurso e paradas obrigatórias de Marcelo Gurgel". Finalizando, foi servido aos convidados um brunch especial. O aniversariante, em um gesto louvável, converteu os presentes em donativos (dinheiro em espécie), a fim de colaborar na construção da Igreja de São Francisco de Assis, em Jacarecanga. Parabéns ao Dr. Marcelo Gurgel por uma trajetória de vida marcada por uma profícua existência. 

Ver postagem "Os 60 anos de Marcelo" no Blog do Dr. Paulo Gurgel.

http://gurgel-carlos.blogspot.com.br/

 




















 

quarta-feira, 13 de março de 2013

ACADEMIA CEARENSE DE MEDICINA

Hoje, 13 de março de 2013, às 15:30h, o Dr. Glauber Santos apresentou na Academia Cearense de Medicina (ACM) uma exposição acompanhada de um vídeo sobre a história do cine São Luiz de Fortaleza. Intitulada de "A SAGA DE UM CINEMA" , sua exposição mostrou uma retrospectiva histórica do mais importante e imponente cine de Fortaleza. Inaugurado em 1958, com o filme "ANASTÁCIA", o cine São Luiz, sonho concretizado de Luiz Severiano Ribeiro, brilhou durante mais de uma década. Hoje, suas portas estão fechadas, mas existe um movimento no sentido de reabri-las. PARABÉNS ao Dr. Glauber pelo resgate da história de Fortaleza. Parabéns, também, ao Dr. Marcelo Gurgel, membro da Academia Cearense de Medicina, que hoje, ao completar 60 anos de caminhada, foi saudado por seus colegas da Academia.















sexta-feira, 8 de março de 2013

A PROPÓSITO DO 8 DE MARÇO



OLYMPE DE GOUGES



 A PROPÓSITO DO 8 DE MARÇO

Em 2007, Ségolène Royal, candidata francesa  à Presidencia da República, expressou o desejo de que os restos mortais de Olympe de Gouges (1748-1793) fossem removidos para o Panteão de Paris. Entretanto, seria um enterro simbólico, pois  Gouges,  guilhotinada em Paris em 3 de novembro de 1798, durante a Revolução Francesa, foi enterrada em vala comum. Revolucionária, historiadora, jornalista, escritora e autora de peças de teatro, Gouges foi defensora dos direitos das mulheres e da abolição dos escravos negros. 
Em setembro de 1791, quando escreveu a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã (Déclaration des Droits de la femme et de la citoyenne) desafiou a injustiça contra as mulheres, expressada na célebre Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.  Gouges deixou numerosos escritos em favor dos direitos civis e políticos das mulheres, como o direito ao divórcio e às relações sexuais fora do casamento. Lutou, também, pela abolição dos escravos negros. Em 1774, escreveu uma peça de teatro anti-escravagista, L'Esclavage des Nègres. Pelo fato de ter sido escrita por uma mulher, tal obra somente foi publicada em 1789, no início da Revolução Francesa.

No dia 6 de março de 2004, Olympe de Gouges foi imortalizada em uma praça de Paris denominada “Place Olympe-de-Gouges”. Inaugurada pelo então prefeito da região, Pierre Aidenbaum, e pela então vice-prefeita de Paris, Anne Hidalgo, a referida praça situa-se no 3º arrondissement no encontro das ruas: Béranger, Franche-Comté, Charlot e Turenne. Bela homenagem à Olympe de Gouges, pseudônimo de Marie Gouze, considerada uma das feministas pioneiras da História. 
Após Gouges, muitas outras mulheres lutaram pela emancipação das mulheres. Lucretia Mott (1793-1880) foi a primeira feminista americana do século XVIII. Elizabeth Cady Stanton (1815-I902),  também, americana, foi feminista e reformista. Susan Brownell Anthony (1820 -1906) foi uma feminista que lutou pelos direitos das mulheres. 
No Brasil, Nísia Floresta (1810-1885) é considerada a pioneira. Nísia dirigiu um colégio para moças no Rio de Janeiro e escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos. Bertha Lutz (1894-1976) foi fundadora da FBPF (Federação Brasileira pelo Progresso Feminino), em 1922, e lutou, ao lado de outras feministas, pelo direito de voto para as mulheres. Em 1934, finalmente, as mulheres do Brasil conquistaram o referido  direito. 
Na França, Simone de Beauvoir (1908–1986), uma das mais importantes feministas do século XX,  autora da célebre frase: “Não se nasce mulher, torna-se” publicou, em 1949, o livro “O Segundo Sexo”.  Segundo Beauvoir, a mulher não tem um destino biológico, ela é moldada dentro de uma cultura que determina o seu papel na sociedade. 
Nos EUA, Betty Friedan (1921-2006) importante feminista do século XX, escreveu, em 1963, “A Mística Feminina”, um best-seller que fomentou a segunda onda do movimento feminista. Friedan foi co-fundadora da Organização Nacional das Mulheres nos EUA. 
Em nosso meio, Maria Luiza Fontenele, Rosa da Fonseca e Célia Zanetti fundaram, em 1979, a UMC (União das Mulheres Cearenses), para lutar  pela emancipação das mulheres.  
Hoje, 8 de março de 2013, dia Internacional da Mulher, o movimento feminista contabiliza, no mundo inteiro, importantes vitórias na luta pela libertação das mulheres sufocadas pela opressão machista e pelos sistemas sociais retrógrados.


Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

Fortaleza, 8 de março de 2013.


quarta-feira, 6 de março de 2013

LE MONDE - HUGO CHAVEZ



Quelques déclarations fameuses du "comandante"

Le Monde.fr avec AFP | • Mis à jour le


"Tu es un âne, Mr. Danger". Le 19 mars 2006, au cours de son programme radio-télévisé "Allô, président", à propos du président américain George W. Bush.

Hugo Chavez, figure du socialisme latino-américain, qui vient de s'éteindre à Caracas des suites d'un cancer, ne craignait pas la polémique et a émaillé ses quatorze années au pouvoir de déclarations surprenantes, de "Allez vous faire foutre Yankees de merde" à "Cuba est une mer de félicité". Florilège.

 

 

"Camarades, malheureusement, pour l'instant, nous n'avons pas atteint nos objectifs", le 4 février 1992, assumant la responsabilité de l'échec d'une tentative de coup d'Etat contre le président vénézuélien Carlos Andrés Pérez.
"Marisabel, ce soir, je te fais ta fête !", le 14 février 2000, jour de la Saint-Valentin, à l'adresse de son épouse d'alors, Marisabel Rodriguez.
"Cuba est une mer de félicité qui s'étend jusqu'au Venezuela", le 8 mars 2000, en accueillant des milliers de coopérants cubains envoyés par son "père", Fidel Castro.
"Tu es un âne, Mr. Danger", le 19 mars 2006, au cours de son programme radio-télévisé "Allô, président", à propos du président américain George W. Bush, régulièrement qualifié de "lâche", d'"assassin", de "génocidaire" ou d'"alcoolique".
"Hier, il y avait le diable, ici... Ça sent encore le soufre", le 20 septembre 2006, devant l'Assemblée générale des Nations unies, où il intervenait au lendemain du discours de George W. Bush.
"Allez vous faire foutre, Yankees de merde !", le 11 septembre 2008, lors d'un discours devant ses partisans, à l'occasion de l'expulsion de l'ambassadeur des Etats-Unis.

"I want to be your friend", le 18 avril 2009, à l'adresse du président Barack Obama, lors du sommet des Amériques à Trinité-et-Tobago.

"Expropriez !", le 7 février 2010, au cours du programme "Allô, président", il ordonne la prise de contrôle d'un immeuble à Caracas.

"Nous vivrons et nous vaincrons !", devise qui a remplacé "Patrie socialiste ou la mort", après le diagnostic de son cancer, à la mi-2011.

"Tu as une queue de cochon, tu as des oreilles de cochon, tu ronfles comme un cochon : tu es un cochon", le 16 février 2012, à l'adresse du candidat unique de l'opposition pour la présidentielle du 7 octobre, le gouverneur Henrique Capriles Radonski.
"Donne-moi ta couronne, Jésus-Christ, donne-la-moi, que je saigne, donne-moi ta croix, cent croix, que je les porte. Mais laisse-moi la vie, parce qu'il me reste des choses à faire pour ce peuple et pour ce pays. Ne me reprends pas encore", le 5 avril 2012, lors d'une messe pour sa santé.
"Jusqu'à la vie, toujours !" (sur le modèle de "Hasta la victoria, siempre", d'Ernesto "Che" Guevara). A sa montée dans l'avion qui l'emmenait à Cuba au soir du 9 décembre 2012 pour une quatrième opération de son cancer.  Il n'a jamais repris la parole publiquement depuis.