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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

ASCLÉPIO - O DEUS DA MEDICINA

Escultura de Esculápio/Asclépio - MUSEU DO LOUVRE - PARIS

Texto publicado no Jornal do médico em Revista, ano IX/ nº 52/ setembro-outubro/ Dia do Médico 2013/ página 24.

Asclépio é o Deus da medicina e da cura, na mitologia grega. Os romanos o chamavam de Esculápio. Uma das divindades mais populares do mundo antigo, Asclépio foi cultuado em várias regiões e homenageado em templos e hospitais. 
Para muitos, Asclépio pode ter vivido em torno de 1200 a.C. e, depois, ter sido divinizado, pois é citado na Ilíada de Homero como um médico que aprendeu a sua arte com Quíron. 
Por outro lado, reza a lenda que o Deus Apolo, filho de Zeus, apaixonou-se por Corônis, uma bela mortal. Ao descobrir que ela o havia traido, Apolo disparou uma seta contra o seu peito. Antes de morrer, Corônis disse que gestava um filho seu. Apolo, desesperado, retirou-o de seu ventre e o levou para que o Centauro Quíron o criasse. 
A filha de Quíron prevendo o seu futuro profetizou: Trarás a saúde para todos. Os mortais deverão suas vidas a ti, e a ti será concedido o poder de dar a vida aos que morreram. E assim foi sua existência. Tinha tanto poder em curar e ressuscitar que Zeus o puniu, matando-o com um raio. 
Asclépio é representado como um homem de vasta cabeleira, vestido com uma túnica e apoiado em um cajado onde se enrola uma serpente. Às vezes, aparece ao seu lado um menino, seu filho Telésforo, deus da convalescença. Também, pode ser mostrado junto a filha Higéia. 
Asclépio viveu em Epidauro com sua esposa Epione, e seus filhos: Higéia (higiene), laso (medicina), Akeso (cura), Aglaia (brilho saudavel), Panacéia (cura para todos os males), Podalirio e Macaão (deuses protetores dos médicos), Telésforo (deus da convalescença) e Arato. 
Sobrevivem da Antiguidade várias estátuas de Asclépio e imagens em moedas e camafeus. A estátua de seu principal templo, em Epidauro, era de ouro e marfim, tinha seis metros de altura. Nela, ele aparecia sentado em um trono, pousando sua mão direita sobre uma serpente e a esquerda sobre um cajado. Asclépio foi representado em moedas cunhadas por 46 imperadores romanos. 
No Louvre, na ala Denon, existe uma escultura de Esculápio e outra de Higéia. Na Galeria Borghese, em Roma, há um templo dedicado a Esculápio. Os deuses não morrem. Asclépio continua vivo. Ele permanece como símbolo da medicina em inúmeros países do mundo, inclusive na bandeira da Organização Mundial da Saúde.
Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Médica e Historiadora
Paris, 14 de setembro de 2013.

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