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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

LES MISÉRABLES - O FILME



Hoje à tarde, aproveitando a quarta de cinzas, fui ao Iguatemi – Fortaleza conferir o filme “Os Miseráveis”. Confesso que chorei. Não só eu, mas as pessoas que estavam ao meu lado, também. Sempre fico constrangida quando choro no cinema, mas é inevitável diante de uma fita tocante...

Realizado por Tom Hooper, em 2012,  “Les Misérables” (título original), é um filme musical britânico, baseado no musical de Claude-Michel Schönberg, de 1980, que, por sua vez, é uma adaptação do romance de Victor Hugo, Les Misérables, escrito em 1862. O referido romance é o mais popular da literatura francesa e gerou várias adaptações no cinema. Porém, esta última é insuperável... Indicado 8 vezes para o OSCAR 2013, inclusive o de melhor filme, é um forte candidato a arrebatar muitas estatuetas. Em 2h40min, o filme mostra uma história que começa em 1814,  29 anos após a Revolução Francesa, e vai até 1832, quando a França tem um novo rei, Luiz XVIII.

Voltando ao romance, Victor Hugo descreve as vidas miseráveis de Jean Valjean, condenado por roubar um pão, de Fantine, obrigada a se prostituir para salvar a sua filha Cosette, de Javert, inspetor da polícia, que viveu o drama de cumprir a lei social em detrimento da lei moral, e de outras personagens, na Paris do inicio do século XIX. Enfim, um drama que comove, há 150 anos, os leitores e admiradores de Victor Hugo.

É um romance histórico, político, social e filosófico. É também um romance realista e épico.  Em suma, um hino ao amor cristão, ao amor paternal e ao amor carnal.   O próprio Victor Hugo consciente da importancia de sua obra, escreveu, em março de 1862, ao seu editor Lacrix “Ma conviction est que ce livre sera un des principaux sommets, sinon le principal, de mon œuvre”.

O romance tem como pano de fundo a Batalha de Waterloo, que representa o fim da epopéia Napoleônica, e os motins de 1832, em Paris. É este romance que Tom Hooper, mesmo diretor do filme, O Discurso do Rei,  joga na telona, de uma maneira brilhante, em formato de musical,  para nos emocionar e nos fazer refletir sobre a pena de morte, o crime, a lei, a injustiça social, a miséria, o bem e o mal.

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

Fortaleza 13 de fevereiro de 2013.
VICTOR HUGO






    

3 comentários:

  1. Belo texto,Ana. Parabéns! Filme imperdível.

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  2. Olá Ana!
    O filme deve ser realmente emocionante e belo. Toda a obra de Victor Hugo é densa, forte. Ele acertou ao considerar que Os Miseráveis seria uma de suas melhores obras. Victor Hugo é grandioso. Tem uma história de vida tão marcante quanto o que ele escreve: ativista pelos direitos humanos, tendo uma grande atuação política. Irei assistir. As vezes tenho receio de que um filme assim não corresponda à obra, mas por seu relato, não decepcionou. Beijos e mais uma vez obrigada por dividir coisas boas.

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  3. Em Paris, na Place des Vosges, tem um museu chamado "Maison de Victor Hugo" que é da Mairie de Paris. É gratuito e é a casa em que viveu Victor Hugo. Na realidade é um apartamento com os móveis e tudo mais. Já estive lá inumeras vezes e vale a pena visitá-lo. Tem um busto do Victor Hugo feito pelo Rodin. Sou admiradora do Victor Hugo. Seu corpo está no Panthéon de Paris, que fica no Quartier Latin. Estou falando essas coisas e nem sei se vc já conhece. Caso negativo, programe-se. Quem sabe a gente se encontre por lá. Bj

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