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terça-feira, 31 de julho de 2012

A ORIGEM DOS NOMES: PEPÊ E NANÁ

Vovó Aida, Naná e Pepê


Muitos me perguntam, com visivel estranhamento, por que chamo minha neta, Ana Letícia, de Naná e meu neto, Pedro Augusto, de Pepê. Tudo começou quando eu estava cursando o mestrado de História Social, na PUC-SP, e meu neto estava sendo gestado. Lendo e dissecando o livro de Gilberto Freyre, “Casa-Grande & Senzala”, descobri uma interessante curiosidade que me deu a idéia de chamá-lo de Pepê e, assim, homenagear as amas negras, escravas no Brasil Colônia.
Transcrevo, abaixo, o texto da página 243, da 2ª edição do livro de Freyre, editado pela SCHMIDT, em 1936. Em português arcaico, a segunda edição deste livro é uma verdadeira preciosidade, pois o mesmo já possui mais de 50 edições. Além do mais, é uma herança do querido Rose. Boa leitura! 

"A linguagem infantil também aqui se amolleceu ao contato da creança com a ama negra. Algumas palavras, ainda hoje duras ou acres quando pronunciadas pelos portugueses, se amaciaram no Brasil por influencia da bocca africana. Da bocca africana alliada ao clima - outro corruptor das linguas européas, na fervura, por que passaram na america tropical e sub-tropical. O processo de reduplicaçao da syllaba tonica, tão das linguas selvagens e das linguas das creanças, actuou sobre varias palavras dando ao nosso vocabulario infantil um espacial encanto. O "doe" dos grandes tornou-se "dodoe" dos meninos. Palavra muito mais dengosa. A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as, tirou-lhes as espinhas, os ossos, as durezas, só deixando para a boca do menino branco as syllabas molles. Dahi esse português de menino que no Norte do Brasil, principalmente, é uma das falas mais doces deste mundo. Sem rr nem ss; as syllabas finaes molles; palavras que só faltam desmanchar-se na bocca da gente. A linguagem infantil brasileira, e mesmo a portuguesa, tem um sabor quasi africano : cacá, pipi, bumbum, ten-tem, nênem, tatá, papá, papato, lili, mimi, au-au, bambanho, côcô, didinho, bimbinha. Amollecimento que se deu em grande parte pela acção da ama negra junto á creança; do escravo preto junto ao filho do senhor branco. Os nomes proprios foram dos que mais se amaciaram, perdendo a solemnidade, dissolvendo-se deliciosamente na boca dos escravos. As Antonias, ficaram Dondons, Totonhas; as Therezas, Tetés; os Manoeis, Nezinhos, Mandús, Manés; os Franciscos, Chicos, Chiquinhos, Chicós; os Pedros, Pepês; os Albertos, Bebetos, Betinhos. Isto sem fallarmos das Yayás, dos Yoyôs, das Sinhás, das Manús, Calús, Bembens, Dedés, Marocas, Nocas, Nonocas, Gegês.”

Por isso, dobrei as sílabas fortes de meus netos. No caso do Pepê, foi a primeira. No caso da Naná, foi a última. Como os franceses chamam Ana de Aná, ficou Naná, uma doçura...

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Fortaleza, 31 de julho de 2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

ADEUS, TIA TERESA!


É com grande pesar que comunicamos o falecimento, hoje pela manhã, da Irmã Maria Teresa de Arruda Furtado, Religiosa Salesiana, Filha de Maria Auxiliadora, nascida em Baturité, a 08 de Outubro de 1926.
Seu corpo está sendo velado na Rua Vicente Silveira, 901, Vila União - CASA IRMÃ MARIA TERESA.
HAVERÁ UMA MISSA DE CORPO PRESENTE, ÀS 15h, E, EM SEGUIDA, O SEPULTAMENTO, ÀS 16h, NO CEMITÉRIO SÃO JOÃO BATISTA. A família ARRUDA FURTADO agradece aos que comparecerem a este ato de fé cristã.
A Irmã Maria Teresa de Arruda Furtado, conhecida pelos sobrinhos como Tia Teresa freira, era a 15º filha dos dezoito filhos do casal Maria Adelina Vasconcelos Arruda e Luis de Gonzaga Furtado. Deixa dois irmãos vivos:Francisco de Assis Arruda Furtado e Maria Luiza de Arruda Furtado, muitos primos e primas, mais de 150 sobrinhos(as)
e MUITA SAUDADE.


Irmã Maria Teresa

Irmã Teresa e suas irmãs. Da Esquerda pra Direita: Zita, Teresa, Mimosa,Adelina, Livran, Maria Alice e Sulita
O Casal Luis e Adelina e seus filhos: 
João e Mimosa (sentados)
Atrás: Letícia, Zita e Teresa
O casal Luis e Adelina com filhos, genros, noras e netos


 

 


domingo, 29 de julho de 2012

NASCEU NANÁ



Viu a luz, às 0:30h de hoje, dia 29 de julho de 2012, Ana Letícia Arruda Colares, minha neta. Eu disse viu a luz? Sim, mas não foi a luz do sol, que dormia nas altas da madrugada e, sim, a dos flashes, pois sobrinha de fotógrafa já chega ao mundo feito estrela. Apressada, a danadinha não esperou os nove meses, como todos os mortais. Chegou no oitavo, lépida e fagueira, pesando 2.360kg e medindo 45cm. Curiosa, chegou com os olhos bem arregalados prestando atenção a tudo e a todos. Gourmezinha, chegou pegando o peito da mãe com muito gosto. "Uma Lady", como disse seu pai, bobo de emoção. Para completar, presenteou-me chegando no dia do aniversário de minha prima-irmã, Níobe. Seja muito bem-vinda Naná, porque nós, seus pais, avós, tios, primos e seu irmão, Pepê, já lhe amamos MUITO.














quinta-feira, 26 de julho de 2012

A ARTE DE SER AVÓ


En France, la fête des grands-mères a commencé en 1987 et est célébrée le premier dimanche de mars. La fête des grands-pères est célébrée le premier dimanche du mois d'octobre. La fête des grands-pères existe depuis 2008.

Na França, o dia da avó existe desde 1987 e é comemorado no primeiro domingo de março. O dia do avô é comemorado no primeiro domingo de outubro e existe desde 2008.





ANA E PEPÊ

ANA E PEPÊ

ANA E PEPÊ

ANA E PEPÊ


Hoje, 26 de junho, é o dia dedicado aos avós.
Esse dia foi escolhido para a comemoração porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.
 

PARA HOMENAGEAR AS AVÓS, O TEXTO DE RAQUEL DE QUEIROZ, A ARTE DE SER AVÓ.

“Quarenta anos, quarenta e cinco. Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as sua compensações - todos dizem isso, embora você pessoalmente, ainda não as tenha descoberto - mas acredita.
Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade.
Não de amores nem de paixão; a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas, que hoje são seus filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.
E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção, se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.
Sim, tenho a certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.
Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avô, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto...
No entanto! Nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do neto. Não importa que ela hipocritamente, ensine a criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha" e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe banho, veste-o, embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso dos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café, mexer na louça, fazer trem com as cadeiras na sala, destruir revistas, derramar água no gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser - e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com lápis dizendo que foi sem querer - e ser acreditado!
Fazer má-criação aos gritos e em vez de apanhar ir para os braços do avô, e lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna...
Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós com seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!
E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz "Vó", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.
E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade.
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menino - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beicinho pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague.”


                                                                            Rachel de Queiroz

terça-feira, 24 de julho de 2012

A ARTE DE JANA ARRUDA

Liana Arruda
Liana Arruda


Liana Arruda

Liana Arruda

Liana Arruda
Liana Arruda


Liana Arruda

Liana Arruda

sexta-feira, 20 de julho de 2012

CHÂTEAU DE PELES - ROMÊNIA

La construction du château de Peles, commandée par le prince Charles de Hohenzollern-Sigmaringen, qui deviendra le roi Charles Ier de Roumanie en 1881, débute en 1873 près de Sinaia, dans la vallée de la rivière Peles, au pied des monts Bucegi. Une centrale électrique est également construite sur les rives de la Peleș, faisant ainsi du château le premier d'Europe à disposer de l'électricité.
Celui-ci est conçu suivant les plans de l'architecte allemand Wilhelm Doderer puis les travaux sont confiés à partir de 1876 à Johannes Schultz. Ils sont ensuite interrompus pendant la guerre d'indépendance de la Roumanie de 1877-1878. L'inauguration officielle a lieu le 7 octobre 1883.
Entre 1893  et 1914, des aménagements sont réalisés par l'architecte tchèque Karel Liman qui achève les travaux dans un style néorenaissance allemand caractérisé par la présence de profils pointus verticaux, de nombreuses tourelles, d'une composition fragmentée des façades et d'éléments en bois et décoratifs taillés. Sur le même site, il construit également les châteaux de Foisor et de Pelisor.
Initialement, le château est utilisé comme résidence d'été pour la famille royale. En 1914, il voit la mort du roi Charles Ier et accueille ses funérailles. Il est également la demeure de Michel Premiere avant son abdication en 1947.
Après cet événement, l'ensemble du site de Peles, à l'exception du château lui-même qui est destiné au tourisme, devient, pour une courte période, un lieu de création et de détente pour les personnalités culturelles roumaines.
Durant les dernières années du communisme, Nicolae Ceausescu fait fermer l'ensemble du site. Les seules personnes acceptées se limitent alors au personnel d'entretien, sévèrement contrôlé, et à celui de la sécurité. Le site est ainsi déclaré secteur d'intérêt pour le protocole d'État.
Après la révolution roumaine de 1989, les châteaux de Peles et de Pelisor sont réintégrés dans les circuits touristiques. 
Fonte: wikipedia.


O Castelo de Peles localiza-se em Sinaia, na Romênia.
Construído em estilo romântico, entre  1873 e 1883, é considerado um dos mais belos castelos da Europa. Foi construido pelo príncipe Charles de Hohenzollern-Sigmaringen, que depois tornou-se o rei Charles Ier, em 1881. Após a Revolução de 1989, o castelo de Peles passou a ser um ponto turístico bastante visitado, na Romênia.

As fotos do castelo de Peles, vistas abaixo, foram feitas pelo fotógrafo Daniel Cojocaru, em maio de 2011.











segunda-feira, 16 de julho de 2012

MAIO DE 68 NA FRANÇA


O dia ficou borrado na memória, mas o mês e o ano nítidos para sempre. Era maio de 2012, primavera em Paris. Cedinho, desci os degraus velhos e desgastados do prédio da Rue de Lombards, 58, no 1er arrondissement. Ao abrir a pesada porta que dava acesso à rua, um frio gostoso invadiu a minh’alma. Com uma sensação de leveza, liberdade e segurança dobrei a esquina e cai em uma das 13 bocas da estação Châtelet Les Halles, na Place Sainte Opoortune, da fantástica rede de metrô de Paris. Em busca da linha 1, cruzei com dezenas de pessoas num vai e vem sem parar. Na bifurcação dos dois sentidos, La Défense e Château de Vincennes, uma jovem extraía das cordas de seu violino sons melodiosos. Ao entrar no vagão do metrô, observei que as pessoas liam jornais e livros, com sede de informação e saber. Pensei em Monteiro Lobato e em sua célebre frase: “Um País se faz com homens e livros”. Foi assim que a França se fez. Desci na estação Franklin  Roosevelt em busca da linha 9. Ao emergir em Trocadero meu olhar se voltou para a Tour Eiffel. Quanta majestade ostenta a “Dama Rendada”! Em cinco minutos estava na Rue de Longchamp, para mais uma aula teórica de História da França (Une conférence d'histoire de France). O curso de História da Arte, da France Langue, que frequentava em Paris, era complementado com aulas teóricas sobre História da França. O tema da aula do dia era “Maio de 68”.  Sempre ouvi falar da revolução encabeçada pelos estudantes da Sorbonne, em maio de 68, em Paris, mas nunca imaginei a profundidade e a força da mesma. Daniel Cohn-Bendit, estudante de sociologia da Universidade de Nanterre, nos arredores de Paris, iniciou o movimento quando liderou um protesto que exaltava o direito das pessoas à felicidade e criticava a sociedade consumista. Os grupos de esquerda: trotskistas, maoístas e anarquistas se uniram e, no dia 27 de março, cem estudantes ocuparam a Universidade de Nanterre. O movimento desaguou na Sorbonne e, no dia 3 de maio, a mesma foi ocupada pela polícia resultando em cem feridos e seiscentos presos. No dia 6 de maio, houve confronto no Quartier Latin com um saldo de novecentos feridos e quatrocentos presos. No dia 7 de maio, 30.000 estudantes marcharam sobre a Champs Elysées. A noite de 10 de maio passou para a história como “A Noite das Barricadas”, pois 20 mil estudantes enfrentaram a polícia sob uma chuva de pedras, gás lacrimogênio, cocktel molotov, fumaça de carros incendiados etc. No dia 13 de maio, estudantes e trabalhadores se uniram e decretaram uma greve geral de 24h, em Paris, em protesto contra as políticas do General De Gaule. No dia 20 de maio, Paris amanheceu sem metrô, ônibus e outros serviços. Cerca de 6 milhões de grevistas ocuparam as 300 fábricas da França. No dia 30 de maio, o movimento tornou-se vultoso quando 2/3 dos trabalhadores franceses aderiram ao movimento e 1 milhão de franceses marcharam sobre a Champs Elysées. A Universidade de Sorbonne, ocupada pelos estudantes, iniciou uma batalha cuja as armas foram frases ousadas: “A imaginação ao poder”, "É proibido proibir", "Abaixo a universidade" e "Abaixo a sociedade espetacular mercantil".  Os estudantes franceses se mobilizaram para mostrar ao mundo os novos tempos, a liberdade e a rebeldia. A França dos anos de 1960, sob o comando do General Charles De Gaulle, era uma sociedade culturalmente conservadora e fechada. A juventude ansiava por mais liberdade, rejeitando a ordem estabelecida e a sociedade de consumo. O Maio de 68 mudou profundamente as relações entre raças, sexos e gerações na França, e, em seguida, no restante da Europa. No decorrer das décadas, as manifestações ajudaram o Ocidente a fundar idéias como as das liberdades civis democráticas, dos direitos das minorias, e da igualdade entre homens e mulheres, brancos e negros e heterossexuais e homossexuais. Segundo o historiador francês Michel Winock, autor do livro "La fièvre hexagonale: les grandes crises politiques de 1871 à 1968", houve na França, em Maio de 68, uma emancipação social. Winock diz que desde a Revolução Francesa (1789), há um culto à revolução. A França bate recordes mundiais de manifestações. Só em Paris há mais de mil por ano. Isso é uma herança da história. Para muitos filósofos e historiadores, o Maio de 68 foi o acontecimento revolucionário mais importante do século XX,  porque foi uma insurreição popular que superou barreiras étnicas, culturais, de idade e de classe.


Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Fortaleza, 16 de julho de 2012.
 Sartre e Daniel Cohn-Bendit

Estudantes franceses em maio de 68 - Paris

Barricadas nas ruas de Paris
Passeata de estudantes em maio de 68 - Paris

Estudantes em frente fábrica da Renault prestam apoio e solidariedade
aos operários que ocuparam a fábrica em uma greve geral.

domingo, 15 de julho de 2012

sábado, 14 de julho de 2012

REUNIÃO DOS MEMBROS DA FUNDAÇÃO COMENDADOR ANANIAS ARRUDA

Aconteceu hoje, dia 14 de julho, mais uma reunião dos membros da Fundação Comendador Ananias Arruda. A mesma foi realizada em minha residência com a participação de: Julieta, Teresa, Maria, Raimundo Luiz, Claudia, Regina, Ana Margarida, Goretti e Luiz. Contamos com a presença do netos da Regina, Filipe e Pedro, e do meu neto, Pedro Augusto (Pepê). Foi discutido e programado um apoio à candidatura de Assis Arruda a prefeito de Baturité, através de uma carreata. Outras atividades ocorrerão após as eleições. Julieta Arruda comunicou que vai deixar de herança para a Fundação Comendador Ananias Arruda um imóvel, sua residência atual. 


 Na frente:Filipe e Pedro. Sentados: Claudia, Maria, Julieta, Teresa, Raimundo Luiz. Atrás: Ana, Luiz e Gorreti

Na frente:Filipe e Pedro. Sentados: Ana, Maria, Julieta, Teresa, Raimundo Luiz. Atrás: Goretti e Regina