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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O TEMPO


Por DANUZA LEÃO - FOLHA DE SÃO PAULO - 19/06/11




Qual de nós não foi mais feliz do que agora? E se não éramos, achávamos que iríamos ser um dia

A coisa mais misteriosa que existe: o tempo.
O tempo acaba com tudo: com as árvores, com as montanhas, com as pedras, com a água -que se evapora-, com os sentimentos, com os bichos, com os homens.
O tempo acaba com o vigor físico, com o paladar, com o olfato, com o interesse pelas coisas; com a vontade de viajar, de comprar uma roupa nova, de reencontrar um velho amigo, até com a vontade de viver. É cruel, o tempo.
Quem se salva do passar do tempo? Os que não pensam, talvez, ou talvez os que só pensem no momento, aquele que estão vivendo; mas mesmo assim podem pensar que já viveram momentos parecidos e muito melhores que nunca mais vão se repetir, por culpa do tempo.
Qual de nós não foi mais feliz do que agora? E se não éramos, achávamos que iríamos ser um dia, quando tivéssemos mais dinheiro, quando encontrássemos o verdadeiro amor, quando tivéssemos filhos, quando eles crescessem, quando, quando, quando. E agora, você espera exatamente o quê, e a culpa é de quem? Apenas do tempo.
Dele, nada escapa: é o tempo que acaba com os grandes amores, e com os grandes entusiasmos que não resistem a ele, que passa e passa. Não são as coisas que passam: é ele.
Passar é modo de dizer: quando se está muito feliz, ele voa, e quando se está esperando muito por alguma coisa, é como se ele tivesse parado.
É como se estivesse sempre contra nós, e quando acontece de se ter uma vida razoavelmente feliz, um dia se vê que ela já passou, e com que rapidez.
Mas o tempo às vezes é amigo; quando se tem uma grande dor, não há dinheiro, viagens, distrações, trabalho ou aventuras que ajudem: só o tempo.
Não chega a ser um tratamento de choque, rápido, como se gostaria; é uma coisa vaga, lenta, que não dá nem para perceber que está acontecendo, mas um dia você acorda e se dá conta de que o sol está brilhando - coisa que passou meses sem perceber que acontecia diariamente-, se olha no espelho, tem uma súbita vontade de abrir a janela e respirar fundo.
Ainda não sabe, mas está salva. E um dia, muito depois, vai saber que foi o tempo, e só ele, que a salvou.
Nunca se pensa no poder do tempo, do quanto ele comanda nossa vida; também nunca se pensa no quanto ele é precioso, mas um dia você vai lembrar que ele passou e não volta mais. Lembra quando você tinha 20, 30 anos, e se achava infeliz? Se achava, não: era mesmo.
E quando era adolescente, não era também profundamente infeliz, como é obrigação de todos os adolescentes?
Mas será que ninguém tem um tio, desses meio doidos que todo mundo tem, que pegue um desses meninos ou meninas de 13, 15 anos, sacuda pelos ombros e diga "pare de achar que tem problemas, viva sua juventude, não perca tempo sendo complicada, neurótica, reclamando que sua mãe não te entende e que seu pai não te dá a devida atenção. Danem-se seu pai e sua mãe, aproveite a vida".
Para ter uma maturidade com poucos arrependimentos, é preciso não perder tempo, e mesmo fazendo uma bobagem atrás da outra, é melhor do que não fazer nada. Os pais querem que os filhos estudem para ter uma profissão, e estão certos; mas quem vai dizer aos adolescentes para eles aproveitarem o tempo para serem felizes em todos os minutos da vida? Quem?
PS - Quando terminei de escrever esta crônica, lembrei de uma entrevista que fiz há mais de 20 anos com Pedro Nava, dez dias antes de sua morte. Ele disse que os jovens, até 30 anos, não deveriam fazer nada, nem estudar, nem trabalhar, apenas viver a vida. Ele talvez tivesse razão.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

FÊTE DU MARIAGE

Sábado, dia 25 de fevereiro de 2012, realizou-se o enlace matrimonial de Rebeca e Ivan, na Capela de Nossa Senhora Auxiliadora do Colégio Juvenal de Carvalho, em Fortaleza.
Ela, filha de Germano Rocha e Maria Teresa Arruda Gouveia e neta de Adelina Arruda e Edgy Távora Arruda. Ele, filho de Ivan Freitas e Josefa Freitas. Após a emocionante cerimônia, os noivos foram recepcionados no Bouganville Buffet com uma impecável e inesquecível festa. Parabéns aos noivos com votos de que as juras de amor feitas ao pé do altar se renovem todos os dias de suas vidas.



Ana Margarida e Ângela

Edna
JuNoemy
Teresa, Maria de Lourde e Vera

Ana e Carmen




Rebeca e Germano

Rebeca

Edna

Rebeca e Ivan

Les demoiselles




Rebeca Ivan e Germano

Liana e Denis

Ednilce e Ana

Claudia, R. Luiz e Clêide

Claudio e Teca

Goretti, Luizinho e Luiz

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A CASA DE MEUS PAIS – SEGUNDA PARTE: A prole

Ana Margarida

Clêide

Edna

fátima

Goretti

Maninha

Raimundo Luiz

Vovó Adelina e Vovô Lulu, Lucia, Maninha, Edna, R. Luiz e Ana

Adelina e Edgy com Lúcia, Maninha e Edna



Adentrando a casa de meus pais, em Baturité, o primeiro quarto à direita era o deles. Tinha uma cama grande, um guarda-roupa, uma cômoda e um bercinho, ocupado por um recém-nascido, quase sempre. Minha mãe e suas barrigas anuais. Parideira incansável... pariu quinze filhos! Não abortou nenhum. Os gritos sufocados, a parteira aparando a criança, enfim, o choro, o filho, fruto do amor, nos braços. O momento sublime, tantas vezes experimentado. O paraíso, na terra vivido. Minha mãe embalando o recém-nascido, o sono leve, as noites mal-dormidas, porém feliz amamentando e cuidando da cria. O resguardo, a quarentena, a vovó Adelina, as canjas de galinha, o batizado no 7º dia. Os filhos multiplicando-se a cada ano. Um no colo, outro na barriga e outros mais a lhe puxar a saia. O amor transbordando, incondicional. A criançada alegrando o lar, correndo sem parar. Lúcia, a primogênita; Maninha, a sapequinha (seus cachinhos castanhos, o papai guardou) e a Edna, de tão gordinha foi apelidada de bolotinha. Enfim, um menino, Raimundo Luiz, para alegria de meu pai. Depois, quatro meninas. Eu; Goretti, de cachinhos dourados, era o meu par; Clêide; de tão loirinha parecia uma bonequinha holandesa e a Fátima, uma portuguesa. Novamente, outro menino para alívio de meu pai, era o Miguel Antônio. Em seguida, Teca e Ângela fazendo um par de bonecas; João José e a Carminha, um casal loirinho. Para completar os quinze, Carlinhos, bem gordinho e Isabel, a caçulinha, mas isso foi bem depois, em Fortaleza, nos idos anos sessenta. Minha mãe cuidando dos filhos doentes: sarampo, catapora, caxumba e outras viroses da infância. Nenhum de pólio, pois todos ela vacinou. As febres elevadas, as toalhas molhadas, as noites em claro, os zelos, os desvelos, os caldos, as compressas de angu de farinha para as dores de barriga. Foram tantos os cuidados... Minha mãe pudica. Sempre vestida! Sua fé indômita, a comunhão diária, a missa dominical, o terço, a mantilha e o missal. No oratório, em casa, a imagem da Sagrada Família. No Natal, a magia da lapinha. O menino Jesus na manjedoura (presente de sua avó), Maria e José de cada lado, os carneirinhos e os reis Magos. Na Sexta-feira Santa, o  jejum e a abstinência de carne, os filhos à sua volta e ela a nos contar o sofrimento de Jesus na cruz. As lágrimas correndo em nossos olhos, com pena de tanto padecer de Cristo para nos salvar. O silêncio sepulcral de meio dia às 3h da tarde, entre a crucificação e o último suspiro. Finalmente, o sábado, a aleluia, a alegria, o Jesus ressuscitado! Minha mãe rezando, rezando tanto um rosário sem fim, ensinando-nos a rezar de joelhos e mãos postas:
“Boa noite menino Jesus, eu vos dou o meu coração e prometo ser boazinha. Anjo da Guarda guiai-me, Nossa Senhora de Fátima protegei-me, São Luiz de Gonzaga conservai minha inocência. À benção papai do céu, à benção mamãe do céu, faça feliz sua filhinha. Protegei o papai, a mamãe, meus irmãos, meus avós, meus tios, meu padrinho e minha madrinha. À benção papai! À benção mamãe”
Abençoados, embalados e velados por eles, íamos dormir o sono profundo sem preocupações e pesadelos. Cada um em sua rede, cinco em cada quarto. O urinol, o xixi solto, a bacia e o candeeiro para espantar as almas do outro mundo.
Minha mãe chorando dentro da rede. Chorando a morte do vovô Lulu, seu pai, as lágrimas inundando seu rosto e o papai a consolá-la. Mais uma vez, em outra rede, chorando tanto a morte precoce do irmão querido! Chorando o filho doente (água na pleura), na época doença mortal, mas ela não se abateu e foi pra Fortaleza em busca de curá-lo. E assim, com tantos desvelos e cuidados os quinze filhos vingaram.

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O MUSEU DA CIDADE - O SOLAR DA MARQUESA DE SANTOS

O Museu da Cidade de São Paulo é composto por doze casas históricas encontradas em várias regiões da cidade. Criado em 1993, o Museu da Cidade de São Paulo é administrado pelo Departamento do Patrimônio  Histórico da Secretaria Municipal de Cultura. O Solar da Marquesa de Santos, o Beco do Pinto, a Casa da Imagem, a Casa do Tatuapé, o Monumento à Independência, a Casa do Grito, o Sítio da Ressaca, a Casa Modernista, a Capela do Morumbi, a Casa do Sertanista, a Casa do Bandeirante e o Sítio Morrinhos constituem o conjunto arquitetônico  de  construções do século XVII ao XX que juntos compõem o Museu da Cidade de São Paulo.
O Solar da Marquesa de Santos é exemplo de residência urbana do século XVIII. Pertenceu a Maria Domitila de Castro e Melo, conhecida como a Marquesa de Santos, entre 1834 e 1867.  Foi construida a partir de duas casas de taipa-de-pilão e recebeu várias intervenções ao longo do tempo como: construção de pau-a-pique, taipa francesa, alvenaria de tijolos etc...

Fonte: http://www.museudacidade.sp.gov.br/




















sábado, 18 de fevereiro de 2012

PELAS RUAS DE SAMPA EM BUSCA DE SUA HISTÓRIA



Praça da Sé - São Paulo
 




Catedral da Sé - São Paulo


Marco Zero de SAMPA


Apóstolo Paulo - Praça da Sé



José de Anchieta - fundador da Cidade - Praça da Sé
 


Pateo do Collegio - Origem de SAMPA
 

São Paulo nasceu aqui


Museu Anchieta - Pateo do Collegio



Flanando em SAMPA
 




Solar da Marquesa de Santos
 


Solar da Marquesa de Santos
 

Marquesa de Santos que foi amante de D. Pedro I



Domitilla - Marquesa de Santos
 

Á Esquerda: Secretaria de Governo, ao fundo:  Pateo do Collegio, à Direita: Museu da Imagem


Guilherme Gaensly - fotógrafo


Pateo do Collegio