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terça-feira, 26 de junho de 2012

SOPHIE CALLE

Sophie Calle

Arte de Sophie Calle


Sophie Calle est une artiste plasticienne, photographe, écrivaine et réalisatrice française, née à Paris le 9 octobre 1953.  Depuis plus de trente ans, son travail d'artiste consiste à faire de sa vie, notamment les moments les plus intimes, son œuvre en utilisant tous les supports possibles (livres, photos, vidéos, films, performances, etc.) Sophie Calle est la fille de Robert Calle, cancérologue ancien directeur de l'Institut Curie et collectionneur à l'origine du Carré d'art, le musée d'art contemporain de la ville de Nîmes. Après avoir été une « activiste pure et dure » — maoïsme, féminisme, Gauche prolétarienne, lutte pro-palestinienne au Sud-Liban, etc. — et avoir voyagé sept ans à travers le monde, Sophie Calle rentre à Paris. Perdue, sans projet professionnel, sans capacité précise, sans amis, elle décide de suivre des inconnus dans la rue, comme pour retrouver Paris à travers les trajets des autres. Bientôt, elle se prend au jeu, photographie, note ses déplacements, choisit un homme au hasard et décide de le suivre à Paris, puis à Venise. Plus tard, la remarque d’une amie sur la tiédeur des draps, lorsqu’elle se couche auprès d’elle, lui donne l'idée d'inviter des gens pris au hasard à venir dormir quelques heures dans son lit.

 

Sophie Calle

Nasceu em 1953, em Paris, França.
Vive e trabalha em Paris.
Em 1970, ao terminar o curso de Artes Plásticas, Sophie Calle viajou por sete anos pelo Líbano, México e Estados Unidos. Foi na Califórnia que a artista começou a fotografar, sem pretensão. Sophie utiliza a escrita, a fotografia, o vídeo e a performance para criar um trabalho extremamente pessoal e autobiográfico.
Na 28ª Bienal de São Paulo, a artista expõe a obra "La Filature" (A Perseguição), um de seus projetos mais antigos, de 1981.
Em seu primeiro projeto, "Suite Vénitienne" (Suíte Veneziana), em 1979, ela seguiu um desconhecido pelas ruas de Paris e depois até Veneza, fotografando e tomando notas de suas ações, como uma detetive particular. Já na obra "La Filature" (A Perseguição), de 1981, ela se colocou no lugar da "espionada": pediu à sua mãe que contratasse um detetive para segui-la por 24 horas, sem que ela soubesse quando a perseguição estaria acontecendo exatamente. "La Filature", que consiste em fotos que ela e o detetive que a perseguia tiraram, assim como anotações de ambos sobre o que acontecia, é a obra de Sophie na 28ª Bienal de São Paulo.
Em outro trabalho, "Les Dormeurs" (Os que Dormem), também de 1979, ela convidou pessoas, ao acaso, para dormirem algumas horas em sua cama. "Eu queria que a minha cama estivesse ocupada 24 horas por dia, como essas fábricas que nunca param. Pedi às pessoas que se sucedessem em turnos de oito horas durante oito dias. Eu fotografei todas as horas. Eu assisti ao meus convidados dormirem", disse a artista.
Sophie recebeu o prêmio de fotografia Spectrum International Prize for Photography (2002).
Em seus trabalhos, Sophie Calle é ao mesmo tempo autora e objeto. Para ela, a arte tem uma "função terapêutica". Seus trabalhos mais conhecidos, o filme "No Sex Last Night" (Sem Sexo na Noite Passada), de 1992, e as instalações "Douleur Exquise" (Dor-de-cotovelo), de 1984-2003, e "Prenez Soin de Vous" (Cuide-se), de 2007, são inteiramente baseadas em experiências pessoais do fim de um amor, da dor da perda da pessoa amada.
A obra "Douleur Exquise" surgiu a partir de uma desilusão amorosa em 1984, quando um encontro marcado em Nova Déli não aconteceu. Antes de ir para a Índia, Sophie viajara de Paris para Tóquio, passando por Moscou e Vladisvostok. A instalação é dividida em três partes. Na primeira, 92 fotos de sua viagem recebem um carimbo vermelho, como uma contagem regressiva, que diz "X dias para a infelicidade", sendo o dia zero, o dia do tal encontro marcado em um hotel em Nova Déli. A segunda parte é a reconstituição do quarto desse hotel onde haveria o encontro. A terceira parte é a justaposição da descrição da desilusão amorosa da própria artista com depoimentos de outras pessoas sobre "o seu pior sofrimento".
Para Sophie, "é mais fácil realizar um projeto quando sofremos do que quando estamos felizes. Não sei o que prefiro: se é estar feliz com um homem ou fazer uma boa exposição". Seus trabalhos são acompanhados da escrita, seja no título, na legenda ou em narrativas, e são parte integrante da obra. Como disse a crítica francesa Cécile Camart, "a dimensão narrativa de suas instalações, misturando fotografia, textos e objetos, encontra sua filiação histórica na primeira metade da década de 70, em que jovens artistas como Christian Boltanski ("Récit-Souvenir", 1971), Didier Bay ("Mon Quartier Vu de Ma Fenêtre", 1969-1973) e Jean Le Gac ("Anecdotes", 1974) propuseram uma 'arte narrativa', uma arte das pessoas, das coisas e das situações, que abrange um vasto leque da vida cotidiana real ou imaginária".
A instalação "Prenez Soin de Vous" foi o trabalho mais comentado da última Bienal de Veneza em 2007. Esse trabalho inicia-se quando Sophie teve um relacionamento amoroso rompido por email, que terminava com a frase "prenez soin de vous" (cuide-se). Sem saber como responder a essa mensagem e a essa situação, ela resolveu seguir o conselho de uma amiga de fazer um trabalho de arte e utilizou para isso a própria mensagem. Gravou em vídeo mais de cem pessoas lendo o email e fazendo comentários. Entre as "leitoras" estão a mãe da artista, as atrizes Jeanne Moreau e Vitoria Abril, a compositora Laurie Anderson, a DJ Miss Kittin, entre outros. Ela enviou o texto do email para um advogado forense, uma lingüista, uma taróloga, uma juíza especialista nos direitos femininos, entre outros, e pediu a todos que o texto fosse analisado segundo o filtro de cada especialidade. E esse material compõe a instalação.
Há mais de duas décadas, Sophie participa intensamente do circuito de arte com exposições nas principais galerias e museus do mundo. Expôs, entre outras, na Bienal de Sydney, Austrália (2000), Bienal de Johannesburgo, África do Sul (1997), Bienal de Istambul, Turquia (1995), na Whitney Biennial, no Whitney Museum, ambos em Nova York (1993), e na Biennale des Jeunes, Paris (1980).
Exposições mais recentes
2008

  • "Prenez Soin de Vous" - Galerie Emmanuel Perrotin, Paris; Centre d'art Contemporain DHC/ART, Montreal, Bibliothèque Nationale Richelieu, Paris, Hong Kong; Gallery Koyanagi, Tóquio, Pinakothek der Moderne, Munique


  • 2007

  • "Prenez Soin de Vous", 52ª Bienal de Veneza
  • "Douleur Exquise", com o arquiteto Frank Gehry, no European Capital of Culture, Luxemburgo
  • "Airs de Paris", Centre George Pompidou, Paris
  • "Passion Complex", 21st Century Museum of Contemporary Art of Kanazawa, Japão, e Centre George Pompidou, Paris
  • "Pensa con i Sensi Senti con la Mente", Giardini della Biennale/Pavilhão Italiano, Veneza
  • "Portraits-souvenirs", Grand Palais, Paris


  • 2006

  • "True Stories", Galerie Emmanuel Perrotin, Miami
  • "Dormir, Rêver et Autres Nuits", CAPC, Bordeaux
  • "Noir cEest la Vie (Comme un Polar"), Centre d'art de Meymac, França
  • "Strange Powers, Creative Time", Nova York


  • 2005

  • "Exquisite Pain (Douleur Exquise)", Paula Cooper Gallery, Nova York
  • "Sophie Calle + Horoshi Sugimoto", Gallery Koyanagi, Tóquio
  • "On Patrol", Foundation de Appel, Amsterdã

  • Fonte: http://entretenimento.uol.com.br/arte/bienal/2008/artistas/sophie-calle/

    2 comentários:

    1. Artista é assim: Prenez soin de Vous, pega uma frase de um fim de relacionamento e a transforma em obra de arte. Admiro!!!

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