Google+ Followers

domingo, 8 de abril de 2012

DISCURSO PROFERIDO PELO PROF. LUIS ARRUDA FURTADO - 1ª PARTE

Luis Arruda Furtado é o primeiro da frente da Esquerda pra Direita. Foto tirada na Escola Apostólica dos padres Jesuitas, em Baturité, em 1927.

Prof. Luis Arruda Furtado



DISCURSO PROFERIDO PELO PROF.  LUIS ARRUDA FURTADO EM 21/08/1977 POR OCASIÃO DA FESTA COMEMORATIVA DO  CINQUENTENÁRIO  DE FUNDAÇÃO DA ESCOLA APOSTÓLICA DOS PADRES JESUITAS, EM BATURITÉ.

Revmo. Pe. Hugo Furtado                                                                                                     
DD Diretor desta Escola                                                                                        
Revmo. Pe. José Teles Arruda                                                                                  
Meus senhores                                                                                                             
Minhas senhoras                                                                                                           
Caros Ex-Apostólicos


Ao ser convidado a falar nesta solenidade comemorativa do cinquentenário de fundação de nossa querida Escola Apostólica, vieram-me à mente as primeiras palavras do poema dedicado à Nossa Senhora e escrito pelo Pe. José de Anchieta nas areias de Iperoíg: “Eloquar an Sileam?” Seria aconselhável tomar a segunda opção, de vez que aqui se encontram muitos ex-apostólicos que, melhor do que eu, poderiam se desempenhar desta incumbência. Mas, como fui um dos cinco baturiteenses que fundaram esta Escola, em agosto de 1927, não me ficaria bem recusar tão amável convite.  
Minhas palavras são dirigidas especialmente aos ex-apostólicos e, de modo particular, àqueles que foram meus contemporâneos de 18 de agosto de 1927 a 23 de setembro de 1933. Não usarei o tratamento convencional dos discursos, mas o tratamento amistoso de “você”, com que nos tratávamos aqui antigamente.
Esta festa é para mim, mais de recordações e de nostalgia, do que propriamente de alegria. Aqui passei a minha adolescência e parte de minha meninice, e não estou bem seguro de mim de poder continuar falando, porque eu sinto uma grande, uma enorme, uma vasta saudade a devastar-me a alma.
Ainda há pouco, quando passei por entre as duas palmeiras imperiais que ladeiam a entrada deste prédio, denominadas pelo Pe. Alexandrino Monteiro de São Pedro e São Paulo, as Sentinelas de Escola, senti, não sei se foi ilusão minha ou excesso de emoção de minhalma agradecida, senti como se elas me reconhecessem e vissem em mim o menino que há cinquenta anos passou entre elas – na época também pequenas – com a alma imbuida dos melhores propósitos para dar entrada nesta casa.
Pela crença na comunhão dos Santos, acredito, estar presente aqui o extraordinário Pe. Antônio Pinto, idealizador, propugnador e fundador desta Escola, sacerdote, que percorreu o Brasil inteiro e alguns países de Europa à cata de donativos para a construção deste prédio. O Comendador Ananias Arruda, com seus 91 anos bem vividos, e que muito contribuiu para esta Escola, é testemunha do esforço, do trabalho, do sacrifício  e das dificuldades superadas para que esta casa se tornasse realidade. 

Continua na segunda parte...

Nenhum comentário:

Postar um comentário