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quinta-feira, 8 de março de 2012

HOMENAGEM ÀS MULHERES NO SEU DIA INTERNACIONAL – 8 de março





Olympe de Gouges
Madame Curie
Berta Lutz
Simone de Beauvoir

Maria Luiza Fontenele
Rosa da Fonsêca


Em 1791, na França, Théroigne de Méricourt e Marie Olympe de Gouges ousaram lutar pelos direitos da mulher. Historicamente foram as primeiras feministas e deram origem ao movimento que ganhou adeptas (os) no mundo inteiro. Marie Olympe de Gouges escreveu, em 1791, a declaração dos direitos da mulher. Ambas tiveram  um fim trágico. Gouges foi decapitada por Robespierre, durante a Revolução Francesa, e Méricourt enlouqueceu.
Em 1832, a francesa Jeanne Villepreux,  apaixonada por ciências naturais, criou o primeiro aquário e tornou-se mãe da biologia marinha.
Em 1849, nos Estados Unidos, Elizabeth Blacwell tornou-se a primeira  mulher médica (medicina moderna) da história. Sempre as mulheres desempenharam o papel de cuidadoras e foram médicas sem diplomas.
Em 1851, na França, Marie Angélique Duchemin foi a primeira mulher a receber a comenda Chevalière de la légion d’Honneur. Em 1884, na França, Madeleine Brès foi a primeira mulher a receber o direito de ensinar na Sorbonne.
Em 1893, na Nova Zelândia, as mulheres conquistaram o direito ao voto.
Em 1903, na França, Marie Curie foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel de Física.
Em 1904, no Canadá, Marie Sirois foi a primeira mulher a obter um diploma universitário em literatura.
Em  1905, na Austria, Bertha Von Suttner foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
Em 1907, nos Estados Unidos, Kate Barnard foi a primeira mulher eleita ao parlamento de Estado.
Em 1908, na França, Mme Decourcelle foi a primeira motorista de taxi.
Em 1909, na Suécia, Selma Lagerlöf foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel da Literatura. 
Em 1909, na França, Lily Laskine foi a primeira mulher instrumentalista da orquestra da Opéra de Paris. Os homens ameaçaram fazer uma greve, em protesto.
Em 1910, na Espanha, as mulheres ganharam o direito de acesso às universidades.
Em 1910, na França, Elise Deroche, foi a primeira mulher a obter um brevet de piloto de avião.
Em 1911, na Grã-Bretanha, Elanor Davies Colly  foi  a primeira mulher cirurgiã. 
Em 1911, em Portugal, as mulheres puderam tornar-se funcionárias públicas.
Em 1922, no Brasil, Berta Lutz e Nísia Floresta  fundaram a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Essa instituição lutou pelo voto feminino e pelo trabalho das mulheres, sem autorização dos maridos, entre outras bandeiras. Elas foram consideradas pioneiras do feminismo no Brasil.
Os dois primeiros estados brasileiros a legalizarem o voto feminino foram: Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Em  25 de novembro de 1927, no Rio Grande do Norte, Celina Guimarães Viana deu entrada em uma petição requerendo a inclusão de seu nome no rol dos eleitores. Tornou-se a primeira mulher a ter o direito de voto, no Brasil.
Em 1933, o código eleitoral estendeu o referido direito às mulheres brasileiras.
Na década de 1960, o feminismo eclodiu na Europa e Estados Unidos, respaldado por Simone de Beauvoir  com seu livro o Segundo Sexo, e pela rebelião das mulheres americanas que queimaram sutiãs em praça pública, em Nova York.  
No final da década de 1970, no Ceará, foi criada a União das Mulheres Cearense (UMC) para lutar pela emancipação da mulher aguilhoada, objetivando elevá-la à condição da dignidade humana.   Dentre as pioneiras, destaco: Rosa da Fonsêca, Maria Luiza Fontenele e Célia Zanetti.  Tive a honra de participar da UMC, ao lado de Nilze Costa e Silva, desde os seus primórdios.  Assim, contribuimos pela libertação das mulheres sufocadas pela opressão machista e pelos sistemas sociais retrógrados.  
Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Fortaleza, 8 de março de 2012.



4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Ana, adorei seu texto em homenagem as mulheres pioneiras na luta a favor dos nossos direitos. Parabéns pela sua participação, junto com a Nilze Costa e Silva, na União das Mulheres Cearenses (UMC)! Tenho orgulho de ser mulher e constatar que hoje já conseguimos alcançar muitas vitórias. Viva o dia Internacional das Mulheres! Mas nossa luta continua...

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  3. Edna, vc contribuiu para a emancipação das mulheres, com o seu exemplo de vida.

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  4. DO FACEBOOK

    Fatima Marrocos Fontenelle:
    Que maravilha de blog! Que honra ler o seu texto e conhecer um pouco mais sua história! Admiro-a muito, Ana Margarida. Obrigada por compartilhar comigo. Um grande e carinhoso abraço. Feliz vida!

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