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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O SELO NA LUTA CONTRA A TUBERCULOSE NO MUNDO

Marrocos - s/d

Mônaco - 1946

Persia - s/d

Polônia - 1948

Portugal - 1932

República Dominicana - 1949

Romênia - 1932

Russia - s/d

Alemanha - 1939

Argentina - 1938


Baviera - 1911

Bélgica - 1925

Checoslováquia - 1948

China - 1948


Cuba - 1938



Finlândia - 1946

Grécia - 1944


Iugoslávia - 1948


Itália

Japão - 1955

Brasil - Bahia - 1947

Brasil - Pernambuco - 1956

Brasil - Rio Grande do Sul - 1952






Brasil - São Paulo - 1945




O selo antituberculose, símbolo da luta contra a tísica no mundo, teve a sua origem nos últimos anos do século XIX e difundiu-se em mais de 60 países. Em 1897, foram emitidos os mais antigos em Nova Gales do Sul e traziam a efígie da Rainha Vitória. Editados na ocasião do Jubileu de Diamante da referida rainha, tiveram suas vendas destinadas aos tuberculosos de Sidney. Os primeiros países do mundo a editarem selos foram: Nova Gales do Sul, Portugal, Dinamarca, Suécia, Países Baixos, Áustria, Noruega, Baviera, Islândia e Finlândia. Os selos antituberculose difundiram-se no mundo graças ao dinamarquês Einar Hollboel, funcionário dos correios, que, em 1904, teve a iniciativa de criar todos os anos selos no natal. Logo foi editado um selo com a efígie da Rainha dinamarquesa que era tuberculosa. Em Portugal, a Assistência Nacional aos Tuberculosos (ANT), encampando a idéia, lançou um selo com o retrato da Rainha Dona Amélia, que, também, era tísica, e teve boa receptividade. A partir daí, disseminou-se em muitos países, inclusive no Brasil, e outros países da América Latina. A Federação Brasileira das Sociedades de Tuberculose (FBST), a Sociedade Brasileira de Tuberculose (SBT) e as Ligas: Pernambucana, Bahiana, Riograndense do Sul e Paulista, entre 1927 e 1955, editaram selos, como instrumentos de educação sanitária e como meio de obter recursos para a luta. Só a Liga Paulista editou 14 campanhas. Os selos das três primeiras traziam as efígies de três grandes tisiólogos fundadores da Liga Brasileira Contra a Tuberculose: Azevedo Lima, Hilário de Gouveia e Cypriano de Freitas. Quase todos os selos editados por Clemente Ferreira, pioneiro da luta contra a tuberculose no Brasil e presidente da Liga Paulista contra a Tuberculose, traziam a seguinte frase: “Pró-tuberculosos pobres”. Os selos foram valiosos instrumentos de educação sanitária e muitos foram usados para proteger a infância. As imagens de crianças e das mães velando os filhos tuberculosos foram muito utilizadas, bem como nas propagandas da vacina BCG. Muitos selos foram usados para homenagear reis, rainhas e grandes vultos da medicina; alguns divulgaram dispensários e sanatórios e outros foram emitidos com motivos de natal para campanhas editadas todos os anos a fim de angariar recursos. A partir da década de 1920, todos os selos editados pelas associações filiadas à União Internacional contra a Tuberculose (UICT) passaram a exibir a Cruz de Lorena, outro ícone na luta contra a tísica. No inicio, de maneira discreta, posteriormente, tornou-se, em muitas edições, um símbolo de grande significado. Segundo Rosemberg, a Cruz de Lorena e o Selo Antituberculose erigiram-se em símbolos de maior curso internacional de toda a história da medicina.  

                                                       Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
                           


 Texto originado de minha Dissertação de Mestrado em História Social - PUC-SP - 2008.
Guerra à peste branca
Clemente Ferreira e a “Liga Paulista contra a Tuberculose” 1899 -1947.





3 comentários:

  1. O selo antituberculose (postagem de Acta)
    [...]
    Transcrito de O SELO NA LUTA CONTRA A TUBERCULOSE NO MUNDO, da médica pneumologista e historiadora Ana Margarida Arruda Rosemberg. Em seu blog "Memórias", onde este artigo se encontra na íntegra, o leitor poderá também ver as reproduções de 24 destes selos (o que representa, possivelmente, o maior acervo do gênero na internet).

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  2. Que fim tomou a coleção do Dr. José Rosemberg? Eu pesi sua amizade no Facebook é não há resposta.

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  3. Agora que estou lendo o seu comentário, Julio. A fabulosa coleção de selos do Rose está comigo à disposição de quem queira apreciá-la.

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