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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

NE ME QUITTE PAS

                                         

Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas

Repetia baixinho,
Ao pé do teu leito,
Meu Rose querido.
Tu, cansado da longa jornada,
Lutavas para não me deixar.
No meio da dor, tu me sussurravas:
Ainda me restam, Margô, teu amor, teus carinhos.         
A morte implacável, surda aos nossos apelos,
Ceifou tua vida deixando-me em total desespero.
Imersa em um mar de dor e angústia
Ofertei-te, querido, no momento derradeiro,
Meu coração por inteiro.

Ana Margarida
São Paulo, 30 de novembro de 2005.

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