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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

LANÇAMENTO DO LIVRO " O CEARÁ E A RESISTÊNCIA AO GOLPE DE 2016"

Ocorreu ontem, 24/08/2016, às 19h, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza-CE, o lançamento do livro "O Ceará e a Resistência ao Golpe de 2016". O obra é uma coletânia de artigos escritos por juristas, médicos, políticos etc e mostra o pensamento desses autores contra o golpe que ocorre no Brasil.
A publicação foi organizada por: Marcelo Ribeiro Uchôa, Inocêncio Rodrigues Uchôa, Antônio José de Sousa Gomes e Letícia Alves  e conta com a participação de 42 escritores.



















sexta-feira, 19 de agosto de 2016

SALVE O DIA DO HISTORIADOR - 29/08





Dia do Historiador
O dia do historiador foi instituído e será comemorado dia 19 de agosto!

O dia 19 de agosto  foi escolhido em homenagem ao nascimento de Joaquim Nabuco – 19/08/1849. Nabuco foi diplomata, poeta, orador e memorialista durante o Império e, apesar de nascido em família escravocrata, se opôs à escravidão em muitos de seus escritos. Do seu nascimento até 2009, ano em que a lei foi aprovada, passaram-se 161 anos; antes tarde do que nunca, afinal: “um povo sem história, é um povo sem memória”. Abaixo um trecho da lei:
LEI Nº 12.130, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009.
Institui o Dia Nacional do Historiador, a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto.
O VICE–PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o É instituído o Dia Nacional do Historiador, a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto.
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

POR: PAULO NOGUEIRA

As vaias ao francês Lavillenie mostram que a cultura do ódio triunfou entre nós. Por Paulo Nogueira


 
Publicado no site DCM em 16/08/2016
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

O brasileiro está doente. Socialmente doente. Foi chocante, foi depressivo ver as vaias ao francês Renaud Lavillenie na noite em que o brasileiro Thiago Braz recebeu no Estádio Olímpico sua medalha de ouro.
Os sociólogos terão que reescrever o nosso perfil. Éramos um povo cordial, segundo os especialistas.
Somos hoje uma nação de gente cheia de ódio.
A primeira vaia a Lavillenie já fora um horror. Foi quando ele foi batido por Thiago.
Isso não é civilização.
A segunda, na entrega das medalhas, foi ainda pior.
Não há grandeza na vitória quando o vencedor se comporta desta maneira. É moralmente repulsivo.
O francês já experimentara seu castigo: a derrota numa prova em que ele era um dos grandes favoritos.
Já é um suplício. Jamais esqueceremos as lágrimas copiosas de Djokovic ao ser batido no torneio de tênis. Sua alma estava despedaçada.
Alguém acha que Lavillenie estava numa situação melhor que a de Djokovic ao ser derrotado? Uma das imagens mais desoladoras dos Jogos do Rio foi o choro quieto de Lavillenie no palco. Nem assim os brasileiros foram misericordiosos.
O público já mostrara uma atitude patológica ao vaiar o maior rival de Bolt, Gatlin.
“Não é exatamente uma cena comum”, disse o comentarista da BBC diante dos apupos, desagradavelmente surpreso.
O crime de Gatlin era o de ser o adversários mais qualificado de Bolt.
Os atletas olímpicos fazem monumentais sacrifícios para nos proporcionar momentos de encanto duradouros. Treinam duramente enquanto descansamos. Esfolam-se em disputas massacrantes enquanto os vemos com nossos traseiros no sofá, pipoca nas mãos.
Vaiá-los não é apenas prova de déficit civilizatório. É um ato de suprema ingratidão diante de quem nos entretém tanto.
Fomos sempre assim, e apenas nos iludíamos com a tese de que éramos gentis?
Ou alguma coisa aconteceu e destruiu nosso caráter?
Suspeito — apenas suspeito — que a campanha de ódio das grandes empresas de mídia tenha um papel relevante em nossa transformação negativa.
Cabe aos sociólogos investigar o fenômeno. E não estou incluindo aí o outrora cientista social FHC, hoje um miserável golpista e um propagador de ódio.

 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

POR: FIDEL CASTRO

Fidel Castro: O Aniversário



Divulgação
Fidel publicou um artigo intitulado "O aniversário", com reflexões sobre seus 90 anos
Com a palavra, o comandante:

Amanhã completarei 90 anos. Nasci em um território chamado Birán, na região oriental de Cuba. É conhecido com esse nome, embora nunca tenha aparecido no mapa. Devido a seu bom comportamento, era conhecido por amigos próximos e, desde já, por uma praça de representantes políticos e inspetores que se viam em torno de qualquer atividade comercial ou produtiva próprias dos países neocolonizados do mundo.

Em uma ocasião acompanhei meu pai a Pinares de Mayarí. Eu tinha então oito ou nove anos. Como ele gostava de conversar quando saía da casa de Birán! Ali era o dono das terras onde se plantava cana, pastos e outros cultivos agrícolas. Nos Pinares de Mayarí ele não era proprietário, mas arrendatário, como muitos espanhóis, que foram donos de um continente em virtude dos direitos concedidos por uma Bula Papal, cuja existência nenhum dos povos e seres humanos deste continente conhecia. Os conhecimentos transmitidos já eram em grande parte tesouros da humanidade.

A altitude era de até 500 metros aproximadamente, de colinas íngremes, pedregosas, onde a vegetação é escassa e por vezes hostil. Árvores e rochas obstruem o trânsito; repentinamente, a uma determinada altura, se inicia um planalto que calculo se estende aproximadamente sobre 200 quilômetros quadrados, com ricas jazidas de níquel, cromo, manganês e outros minerais de grande valor econômico. Daquele planalto se extraíam diariamente dezenas de caminhões de pinheiros de grande tamanho e qualidade.

Observe-se que não mencionei o ouro, a platina, o paládio, os diamantes, o cobre, o estanho e outros que paralelamente se converteram em símbolos dos valores econômicos que a sociedade humana, em sua etapa atual de desenvolvimento, requer.

Poucos anos antes do triunfo da Revolução meu pai morreu. Antes, sofreu bastante.

De seus três filhos homens, o segundo e o terceiro estavam ausentes e distantes. Nas atividades revolucionárias um e outros cumpriam seu dever. Eu tinha dito que sabia quem podia substituir-me se o adversário tivesse êxito em seus planos de eliminação. Eu quase ria com os planos maquiavélicos dos presidentes dos Estados Unidos.

Em 27 de janeiro de 1953, depois do golpe traiçoeiro de Batista em 1952, escreveu-se uma página da história de nossa Revolução: os estudantes universitários e organizações juvenis, junto ao povo, realizaram a primeira Marcha das Tochas para comemorar o centenário do natalício de José Martí.
Eu já tinha chegado à convicção de que nenhuma organização estava preparada para a luta que estávamos organizando. Havia total desconcerto nos partidos políticos que mobilizavam massas de cidadãos, desde a esquerda, à direita e ao centro, a politicagem que reinava no país provocava asco.

Quando eu tinha seis anos, uma professora cheia de boas aspirações, que dava aulas na escolinha pública de Birán, convenceu a família de que eu devia viajar a Santiago de Cuba para acompanhar minha irmã mais velha que ingressaria em uma prestigiada escola de freiras. Incluir-me foi uma habilidade da própria professora da escolinha de Birán. Ela, esplendidamente tratada na casa de Birán, onde se alimentava na mesma mesa que a família, convenceu-a da necessidade de minha presença. Definitivamente, eu tinha melhor saúde que meu irmão Ramón — que faleceu em meses recentes —, e durante muito tempo foi companheiro de escola. Não quero ser extenso, mas foram muito duros os anos daquela etapa de fome para a maioria da população.

Depois de três anos, enviaram-me ao Colégio La Salle de Santiago de Cuba, onde me matricularam no primeiro grau. Passaram-se quase três anos sem que jamais me levassem a um cinema.

Assim começou minha vida. Se eu tiver tempo, escrevo sobre isso. Desculpem-me se não fiz isto até agora, só que tenho ideias do que se pode e deve ensinar a uma criança. Considero que a falta de educação é o maior dano que se lhe pode fazer.

A espécie humana se defronta hoje com o maior risco de sua história. Os especialistas nestes temas são os que mais podem fazer pelos habitantes deste planeta, cujo número se elevou, de 1 bilhão em finais dos anos 1800, a sete bilhões no início de 2016. Quantos nosso planeta terá dentro de mais alguns anos?

Os cientistas mais brilhantes, que já somam vários milhares, são os que podem responder a esta pergunta e a muitas outras de grande transcendência.

Desejo expressar minha mais profunda gratidão pelas demonstrações de respeito, as saudações e os presentes que recebi nestes dias, que me dão forças para retribuir através de ideias que transmitirei aos militantes de nosso Partido e aos organismos pertinentes.

Os meios técnicos modernos permitiram escrutar o universo. Grandes potências como a China e a Rússia não podem ser submetidas às ameaças de impor-lhes o emprego das armas nucleares. São povos de grande valor e inteligência. Considero que faltou grandeza ao discurso do Presidente dos Estados Unidos quando visitou o Japão, e lhe faltaram palavras para pedir desculpas pela matança de centenas de milhares de pessoas em Hiroshima, apesar de que ele conhecia os efeitos da bomba. Foi igualmente criminoso o ataque a Nagasaki, cidade que os donos da vida escolheram ao acaso. É por isso que é preciso martelar sobre a necessidade de preservar a paz, e que nenhuma potência se dê o direito de matar milhões de seres humanos.

Fidel Castro Ruz
Em 12 de Agosto de 2016, às 22h34


Fonte: Granma; tradução de José Reinaldo Carvalho para Resistência

domingo, 14 de agosto de 2016

PARABÉNS, FIDEL!

POR: ANA MARGARIDA - AS SETE FACETAS DO MEU PAI.



Como um diamante que explode a luz em sete cores, meu pai, Capitão Edgy Távora Arruda, durante sua longa e profícua existência, irrompeu seu talento profissional em sete facetas. Foi militar, administrador público, historiador, professor, memorialista, jornalista e escritor.
Ao tentar falar sobre sua vida e seu grandioso legado em tão exíguo tempo, fico pensando quais das facetas devo abordar. O militar cumpridor de seus deveres? O competente administrador público de conduta ilibada? O historiador apaixonado? O professor brilhante e dedicado? O memorialista sonhador e empreendedor? O jornalista amante da verdade? O escritor singular? São tantas as facetas de meu pai que confesso a impossibilidade de abordá-lo em sua totalidade. Entretanto, sinto-me à vontade em apresentar sua faceta de historiador, por ter dele herdado, ao lado de seu neto, Luiz Gustavo, a paixão pela História.
Meu pai foi um historiador na mais completa acepção da palavra. Possuidor de uma inteligência privilegiada, uma memória invejável e, sobretudo, uma fantástica eloquência, difundiu seu saber na atmosfera das salas de aula.  Com simplicidade, sabedoria, entusiasmo e paixão, transmitiu seus vastos conhecimentos.
Além de professor de História, meu pai foi um pesquisador meticuloso, deixando um importante legado histórico. Evocando o pretérito, ele desvendou fatos que se desenrolaram outrora, nos velhos tempos, em Monte-Mor o Novo d’América, e que estavam recobertos pela pátina do tempo. Debruçou-se com determinação em documentos históricos, para subtrair a pátina e trazer à luz a história da cidade que tanto amou, Baturité.
A paixão foi o denominador comum de todos os atos de sua vida. Escondida aqui e ali por sua timidez nata, mas surgindo lá em uma atitude, numa ação desassombrada, na frase de um discurso, no desvelo com minha mãe e sua numerosa prole, na organização e registro das convenções da Família Arruda. Em todas essas ocasiões, ele foi movido, com a alma incendiada, pela paixão.
Sua existência não se restringiu apenas às noventa e uma voltas e meia que deu em torno do sol, mas a bilhões de voltas, por ter sido um historiador de amplos conhecimentos. Como tal, meu pai viu o alvorecer da Terra dentro de uma gigantesca nuvem de gás e poeira há, aproximadamente, cinco bilhões de anos. Viu os períodos pré-cambriano e cambriano, e as primeiras formas de vida brotarem nas águas quentes e serenas do mar.
Viu os dinossauros surgirem, dominarem a Terra durante cento e sessenta milhões de anos, e se extinguirem.  Viu, há dois e meio milhões de anos, os primeiros hominídeos fabricarem armas rudimentares de pau e pedra, dominarem o fogo e inventarem a roda.  Viu, na Mesopotâmia, berço de nossa civilização, surgirem a agricultura, a escrita, as primeiras cidades e o Código de Hamurabi. Viu em Ur, nascer Abraão, pai das religiões monoteístas, como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Viu Sumérios, Babilônicos, Assírios, Persas e Gregos. Viu as pirâmides do Egito erguerem-se imponentes pelo trabalho de milhares de escravos. Viu Tutankhamon, faraó do Egito Antigo, ser sepultado com seus tesouros. Viu Cleópatra, a última rainha egípcia, da dinastia de Ptolomeu, deixar-se picar por uma serpente. Viu a Grécia florescer com seus filósofos e Roma expandir seu Império com seus Césares.
  Viu Cristo ser crucificado por nos legar uma forte mensagem de paz e amor. Viu o Império Romano ruir e a Igreja Católica se firmar no Ocidente. Viu o feudalismo medieval, as pestes, o renascer das artes e a Revolução Francesa. Viu os reis de França, Louis XVI e Maria Antonieta, subirem ao cadafalso e Napoleão dominar a Europa. Viu a descoberta do Novo Mundo e o massacre impetrado pelos Europeus, ditos civilizados, aos índios da América. Viu o homem escravizar o próprio homem. Viu os negros africanos derramarem suor e sangue para fazer a riqueza do Brasil. Viu a abolição da nossa escravatura e a proclamação da República. Viu, na Inglaterra, o brotar da Revolução Industrial. Viu a Revolução Comunista e Nicolau II, o último Czar da Rússia, ser massacrado com toda a sua família. Viu a barbárie de duas guerras mundiais no Século XX, o holocausto dos judeus e a bomba atômica.
Viu muito mais, mas viu, principalmente, seus pais atravessarem a vida em uma perfeita união. Viu os oito irmãos, tios, avós, primos, sobrinhos, cunhados e cunhadas. Viu amigos fiéis e muitos admiradores. Viu, fascinado, minha mãe adentrar de branco a Igreja do Patrocínio, em sua pureza virginal, para com ele entrelaçar sua vida. Viu quinze filhos, trinta e quatro netos e treze bisnetos, além das noras e genros.
Finalmente, viu a concretização do seu sonho de historiador. O sonho de criar o Museu e a Fundação Comendador Ananias Arruda, e manter o jornal “A Verdade” em circulação.
Por tudo o que realizou, meu pai é merecedor da gratidão e admiração não só dos que aqui estão reverenciando sua memória, mas de todos os familiares e amigos que angariou durante sua longa jornada terrena.
A morte é uma fatalidade biológica, dizia Rosemberg. Devemos recebê-la estando quites com a vida pelas realizações que fizemos para enobrecê-la. Neste contexto, meu pai partiu com os maiores dividendos e, por isso, devemos cultuar sua memória e preservar o seu legado para a posteridade. Assim, ele não morrerá nunca, estará presente sempre, SEMPRE...

                             
                                      Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

POR: MÁRCIA ALCÂNTARA - Pequeno comentário sobre "Confissões de Amor"


Dra. Márcia Alcântara Holanda - Da Academia Cearense de Medicina
SOBRE “CONFISSÕES DE AMOR”

Fortaleza, 10 de Agosto de 2016​

Minha querida Ana Margarida, seu "Confissões de Amor" é um tratado minuciosamente documentado sobre o amor verdadeiro, podendo-se considerar como uma projeção amplificada do ato de amar por dois seres que se encontram e se defininem numa unificação completa, com base na admiração, entendimento, atrações físicas e intelectuais.

Seu Confissões.., não me surpreendeu pelas revelações claras e sinceras de seu "radioso amor" por Rose e dele por você, como está no bilhete, em que ele próprio afirmou "como é radioso o seu amor", em 10 de julho de 1994. 

Digo isso porque fui testemunha dos primeiros momentos em que raios te atingiram, trovões ribombaram e relâmpagos "radiosos" encheram a sala do I Workshop sobre Tabagismo, no Hotel Paia Verde, em Fortaleza, em 3 dezembro de 1993. Senti-me desde então extravasante de entusiasmo pelo surpreendente desencadear de uma paixão tão intensa, tão seminal.

Seu tratado desmente por completo a teoria de que a paixão é transitória e de que o amor incondicional é o sentimento que a substitui e é perene.

Você e Rose provaram o contrário. São protagonistas da única junção Paixão-Amor de que tenho notícia no meu dia a dia, que nunca se apartaram, mas imanaram-se. O Amor-Paixão virou o eterno amor apaixonado.

Não deixo por menos essa minha colocação: desde o primeiro momento, naquele "Workshop" acendi a percepção de que nascia naquela hora um caso de amor, no mínimo especial e fadado a ser profícuo por todos os tempos.

Esse amor contagiou e ainda contagia os que estiveram inseridos no contexto original dessa escalada sentimental, ou que tiveram acesso aos seus escritos. Esses servem e servirão para uso fruto dos que têm aura própria para sucumbirem ao amor e até dos que não a têm. 

Olho para você Ana, e vejo AMOR.

Grande e forte abraço de uma admiradora de longas datas, que a tem na mais elevada estima e consideração, como colega, amiga e escritora.

Parabéns efusivos por seu "Confissões de Amor".

Márcia Alcântara Holanda

PS1 - Ontem tentei ir à Academia, mas ainda não deu, embora eu esteja muito bem de saúde. ​
PS2 - Se esse meu arrazoado servir para publicação nos Blogs aos quais você tem acesso, peço que o faça.
PS3- Desejo sentar-me com você para ouvir histórias.
Adoro ser ouvinte de passagens reais ou fantasiosas da vida real.

domingo, 17 de julho de 2016

POR: JÂNIO DE FREITAS - OS ALVOS EM QUESTÃO

 

Janio de Freitas é colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa as questões políticas e econômicas. Escreve aos domingos e quintas-feiras.

Os alvos em questão

O lado de farsa do impeachment leva uma trombada forte. Na mesma ocasião, a Lava Jato arrisca-se a comprovar o lado de farsa implícito na acusação, feita por muitos, de que o seu alvo verdadeiro não é a corrupção, mas Lula e o PT.
A conclusão do Ministério Público Federal sobre as tais "pedaladas", fundamentais no pedido e no processo de impeachment de Dilma Rousseff, recusa a acusação de constituírem crime de responsabilidade. Dá razão à tese de defesa reiterada por José Eduardo Cardozo, negando a ocorrência de ilegal operação de crédito, invocada pela acusação. E confirma a perícia das "pedaladas", encomendada pela Comissão de Impeachment mas, com o seu resultado, mal recebida na maioria da própria comissão. À falta de base da acusação, o MPF pede o arquivamento do inquérito.
A aguardada acusação final do senador Antonio Anastasia tem, agora, a adversidade de dois pareceres dotados de autoridade e sem conexão política. A rigor, isso não deve importar para a acusação e o acusador: integrante do PSDB, cria e liderado de Aécio Neves, Antonio Anastasia assinará um relatório que será apenas como um esparadrapo nas aparências. Sem essa formalidade farsante, não precisaria de mais do que uma frase recomendando a cassação, que todos sabem ser seu propósito acima de provas e argumentos.
Mas os dois pareceres que se confirmam devem ter algum efeito sobre os senadores menos facciosos e mais conscienciosos, com tantos ainda definindo-se como indecisos. A propósito, as incessantes contas das duas correntes –o mais inútil exercício desses tempos olímpicos– têm resultados para todas as iras, a depender do adivinho de votações consultado.
Na Lava Jato, procuradores continuam falando de ameaças ao prosseguimento das suas atividades. A mais recente veio de Washington. Não de americanos, muito felizes com o pior que aconteça à Petrobras. É uma informação renovada por Sergio Moro para um auditório lá: a menos que haja imprevisto, dará o seu trabalho por concluído na Lava Jato antes do fim do ano.
Na estimativa de Moro está implícito que a corrupção na Petrobras anterior ao governo Lula, ao menos na década de 1990, não será investigada. Daqui ao final do ano, o tempo é insuficiente para concluir o que está em andamento e buscar o ocorrido naquela época. Apesar das referências em delações, como as de Pedro Barusco, a práticas de corrupção nos anos 90, pelo visto vai prevalecer a resposta gravada na Lava Jato, quando um depoente citou fato daquele tempo: "Isso não interessa" (ou com pequena diferença verbal).
As gravações traiçoeiras de Sérgio Machado, embaraçando lideranças do PMDB, ficariam como um acidente no percurso da Lava Jato. Moro, aliás, disse parecer "que o pagamento de subornos em contratos da Petrobras não foi uma exceção, mas sim a regra", no "ambiente de corrupção sistêmica" do "setor público". Diante disso, restringir o interesse pela corrupção a um período bem delimitado no tempo e na ação sociopolítica, sem dúvida valerá por uma definição de propósitos.
INCÓGNITA
Rodrigo Maia chega à presidência da Câmara para afinal saber-se quem é. O pai, Cesar Maia, brilhante, informado e estudioso, com início sério e promissor ao lado de Brizola, e depois a vagar na política como se fora um cínico, diz que o filho adotou maneiras e caminhos próprios. O fato é que seus cinco mandatos não fariam diferença se fossem dois ou quatro, talvez mesmo nenhum, tão igualados na discrição, ou na invisibilidade.
Dela saiu Rodrigo Maia, há pouco, pelo espanto que causou ao abrigar, como relator de um projeto, o interesse inominável do colega e ricaço Wilson Filho: sem os 30 anos necessários na data da eleição, para disputar a governança da Paraíba, obteve de Rodrigo Maia uma emenda no projeto baixando a idade mínima para quebrados 29 anos. Um casuísmo como imoralidade eleitoral, e outras.
Até há pouco no grupo de Eduardo Cunha, hoje no de Michel Temer, Rodrigo Maia será um dos que mostrarão na Câmara se há, e qual pode ser, a diferença entre os dois grupos e seus objetivos. Nenhuma previsão a respeito é conveniente.

POR: MANOEL FONSECA - DEMOCRACIA VAI À PRAÇA

                             Democracia vai à Praça 
Dr. Manoel Fonseca  -  "Médicos pela Democracia"

‪ DILMAVOLTA

Escolhemos a Praça das Flores para este Ato em defesa da Democracia e pelo ‪#‎VoltaDilma‬, porque as flores representam esperança, alegria, cores, afetos e amores. Que a deusa Flora, aquela que preside tudo o que floresce, proteja nossa Presidenta, para que ela vença mais esta tormenta. Que Flora, a deusa da Natureza, ponha sobre nós seu manto sagrado e ilumine nossas mentes e corações na senda da reconquista da Democracia e do mandato outorgado pelo povo à nossa Presidenta. Que Flora, a guardiã das flores, nos fortaleça e nos inspire na escolha do melhor caminho para derrotar os inimigos da democracia, pois sabemos que, quando tomamos uma decisão, as forças do universo conspiram a nosso favor. Convoquemos os elementos da natureza, aqui presentes, o sol, o vento, as árvores, as flores, os pássaros, para nos dar força nesta angustiante travessia, na luta para derrotar golpistas e fascistas.
Golpistas, fascistas não passarão.
‪#‎ForaTemer‬ #VoltaDilma
Manoel Fonseca
"Médicos pela
Democracia"
16/07/2016