quinta-feira, 18 de abril de 2019

NOTRE-DAME DE PARIS EM 2011






POR: ALOÍSIO BONAVIDES JUNIOR - O fogo na pedra sagrada da terra de Voltaire.



https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2019/04/15/catedral-de-notre-dame-pega-fogo-em-paris.htm

No dia 15 de abril de 2019 um grande incêndio consumiu parte da Catedral Notre-Dame de Paris
Vela link, acima.






 O fogo na pedra sagrada da terra de Voltaire.                                                                    
 A Grande Dama das Catedrais  chora. Oriunda do Século XII, derrama  as suas lágrimas ardentes em uma fogueira aniquilante e demolidora. A combustão explosiva que assolou as torres da Notre Dame sepulta  os franceses em um pesadelo terrível. É um açoite doloroso na epiderme exposta deste povo,  uma tortura mitigada e lenta, um avassalador sofrimento, um drama inesperado, intenso e abrupto. O fogo, algoz impiedoso, lançou as suas chamas em uma colérica destruição. Atônitos, os franceses afundados na perplexidade agonizante, mal respiraram diante do incêndio caótico da grande Fortaleza religiosa, quase um símbolo icônico da identidade de Paris. Testemunha de uma cidade medieval, a Catedral conviveu com os ciganos e com os pedintes, mas também com o rei, com o povo e com a nobreza. Esplendorosa, iluminada e majestosa, nos áureos tempos conheceu a fé de Napoleão, e acolheu na sua sombra gótica os miseráveis das ruas. Democrática, dava alento, comida e paz aos necessitados, norteada na prece ao Senhor. Local de oração, de recolhimento, além de sossego da alma, de introspecção, de contemplação e encontro com Deus. Nos últimos anos, une  turistas e devotos em uma romaria cosmopolita de fiéis. Treze milhões retiram seus passaportes para ir lá. Na sua imponente topografia privilegiada, na sua altura, quisera  estratosférica, ultrapassando os céus, contemplou a história da França em um olhar protetor e magnânimo. Séculos de história se passaram nos seus muros largos e paredes bem construídas. Abraçada pelo rio Sena, aceitou e abrigou os órfãos, os deficientes e os renegados da justiça, acalantando com justiça  os desprezados pela sociedade. Fez carreira na caridade. Victor Hugo a amava, tornando-a lar de Quasímodo. O escritor admirava a simplicidade da pedra ofuscada na grandiosidade  dos espaços. A catedral enfrentou a invasão dos nazistas, sobrevivendo aos horrores da Guerra e as intempéries de eras difíceis, com a robustez da sua construção sólida. Elegante, heróica e com vocação para o exercício do altruísmo, a Catedral de Nossa Senhora de Paris personifica uma trajetória de amor ao próximo fundamentada no Cristianismo. Resistente, já quase foi demolida para aproveitar as suas pedras na construção de pontes. Trabalho inglório. Mas digna e indestrutível, não envergou a sua estrutura para os interesses dos homens e nem às tragédias. Os bombeiros silenciaram o ruído do fogo. A pesada igreja perdeu  suas vigas, seu teto desabou, mas não será agora que este belo e extraordinário patrimônio do Ocidente será transformado em ruínas. Ele ressuscitará, com tal beleza que perdurará na eternidade da França. A nação não a deixará desaparecer. Que os ecos da Igualdade, liberdade e fraternidade se propaguem na terra de Voltaire para salvar a bela igreja. Amém.                             

quinta-feira, 4 de abril de 2019

MIGUEL EDGY TÁVORA ARRUDA - CENTENÁRIO DE NASCIMENTO - SOBRE AS DUAS ADMINISTRAÇÕES DO CAP. EDGY


AS REPERCUSSÕES NA IMPRENSA CEARENSE DA PREMIAÇÃO DO MUNICÍPIO DE BATURITÉ, EM 1955, NO RIO DE JANEIRO, E  DAS DUAS ADMINISTRAÇÕES DO CAP. EDGY NA PREFEITURA DE BATURITÉ, DE 1951 A 1955 E DE 1959 A 1963.



“...Merece uma referência especial o fato de terem sido publicadas na imprensa as contas da Prefeitura de Baturité. O Prefeito que procede assim, que não oculta as suas contas, que as entregas à publicidade, deixando, deste modo que se tornem conhecidas de toda a gente, é digno por certo do respeito público. Honra, pois, ao Prefeito de Baturité.”

(do jornalista H. Firmeza na ”Gazeta de Notícias” de 19-05-1953).



“...Em sessão da Diretoria dessa entidade, realizada em 28 do findante, foi aprovada, unanimemente, uma moção de aplausos à vossa conduta esclarecida e patriótica. Almejamos, para o futuro, que continueis no firme propósito de administrar bem, irradiando o vosso exemplo aos demais governantes de nosso Estado...”

(de um ofício da “União das Classes Produtoras do Ceará”  de 30-05-1953).



“...O Prefeito de Baturité, Sr. Miguel Edgy Távora Arruda, ofereceu um excelente exemplo, digno de ser seguido pelos chefes das demais comunas do interior cearense: trouxe a público, através da divulgação da imprensa, a sua prestação de contas. É, sem dúvida, um documento complexo e bem espelha o cuidado que teve aquele operoso administrador no trato dos interesses da comuna que dirige, diga-se a verdade com muita proficiência.”

(do jornalista Luiz Campos na “Folha do Comércio” de 06-04-1954).



“...o que ressalta na prestação de contas do digno administrador é a preocupação que o anima de não deixar sem explicação um só centavo gasto no seu governo e tudo isso documentada e pormenorizadamente, fazendo acompanhar ainda o folheto, de 50 páginas, de numerosas fotografias das obras realizadas e que foram de grande monta. Também é de suma importância o capítulo em que o Cap. Miguel Edgy Távora Arruda põe à vista de todos a sua situação financeira, com a declaração dos bens que possuía no início e no fim de sua gestão. Edifica ver como o homem pobre e probo que assumiu o poder municipal há quatro anos, dele saiu com mãos limpas e bolsos mais limpos ainda, voltando, assim, para as suas atividades normais, de que foi afastado, apenas com mais idade e mais esfalfado, por ter dado ao povo que dirigia todo o seu esforço, toda a sua dedicação e todo o seu tempo.”

(do jornalista Luiz Sucupira no “O Nordeste” de 09-04-1955).



“Baturité entre os dez municípios mais progressistas do Brasil”.

(manchete na primeira página do “O Nordeste” de 20-08-1955)



“Classificado entre os dez Municípios mais progressistas do País. Baturité – exemplo para todo o Brasil.”

(manchete na última página do “Correio do Ceará” de 06-09.1955).



“... Esta Manifestação veio coroar a gestão do Cap. Edgy Távora Arruda, que, assim, viu sua operosidade, sua dedicação, seu esforço profícuo devidamente reconhecidos pelo Brasil inteiro.”

(do jornalista Luiz Sucupira no “O Nordeste” de 09-09-1955).



“... um significado da boa orientação administrativa que foi desenvolvida pelo Prefeito – Cap. Edgy Távora Arruda – moço esclarecido, bem intencionado, que sempre deu contas do que fez e sempre se constituiu exemplo para os demais prefeitos do interior.”

(do jornalista Luiz Campos na “Gazeta de Notícias” de 30-09-1955).



“...em solenidade realizada na Capital Federal, no Palácio do Catete, Edgy Távora Arruda honrava a terra que governara com senso e com honestidade. Ao ex-Prefeito foi conferida Menção Honrosa, documento de alto valor para os que prezam a honestidade, o critério e o dever cumprido.”

(do jornalista Waldery Uchôa no “Unitário” de 14-10-1955).



“...Acabo de receber do Sr. Prefeito de Baturité, neste Estado, um bem elaborado Plano Básico de Administração. Levo ao Cap. Edgy os meus parabéns. Que Deus o ajude a executar o seu programa para engrandecimento de Baturité e do Ceará.”

(do jornalista Luiz Crescêncio na “Tribuna do Ceará” de 04-07-1959).



“... O atual prefeito de Baturité, Miguel Edgy Távora Arruda, vem mostrar mais uma vez a sua capacidade de administrador. E isto mediante um documento sério, bem lançado, bem estruturado e bem objetivo, em que estabelece um Plano Básico de Administração. Pode-se dizer que é isso um fato inédito na organização das edilidades brasileiras. Mirem-se os demais prefeitos cearenses nas disposições do chefe da comuna baturiteense.”

(do jornalista Luiz Sucupira no “O Nordeste” de 11-07-1959).



“... Alguns prefeitos, felizmente, parecem dispostos a encarar a administração pública de maneira nova, e entre esses figura o Sr. Miguel Edgy Távora Arruda, de Baturité, que oferece um bom exemplo aos seus colegas. Organizou o prefeito baturiteense um Plano Básico de Administração. Abrangendo seis problemas fundamentais (saúde, energia, educação, urbanismo, transporte e agricultura), esse plano se destaca pelo sentimento econômico e social das medidas que o propõe. O exemplo que vem de Baturité, repetimos, é válido, e os srs. Prefeitos não devem deixar de mirar-se nele.”

(do editorial de primeira página do “O POVO” de 29-07-1959).




O Cap. Edgy Távora Arruda falando perante a Comissão Julgadora do Concurso "Os dez Municípios Brasileiros de Maior Progresso" , no Rio de Janeiro, 1955.